Na madrugada de domingo, 20 de setembro, um escritório político associado ao ex-vereador Milton Leite foi alvo de arrombamento na Rua General Bráulio Guimarães, 307, em Santo Amaro, São Paulo, com a subtração de documentos e um DVR contendo imagens de câmeras de segurança; a Polícia Militar, acionada por uma moradora que avistou movimentação suspeita no portão do imóvel, realizou buscas que resultaram na apreensão de um celular, um chip e cerca de R$ 19 mil em espécie, além de diversos papéis oficiais.
Contexto Institucional e Procedimentos da Apuração
A operação policial confirmou o total reviramento do local, onde os agentes não localizaram os autores do delito, mas identificaram indícios de planejamento e potencial conexão com a rede criminosa investigada na O peração Verectura Corrupta, que apura vínculos entre o ex-parlamentar e esquema de desvio de recursos no transporte público com infiltração do Primeiro Comando da Capital.
A apuração revelou que o escritório funcionava como núcleo de atendimento ao público linked to construtor com histórico de negociações irregulares junto à administração municipal, conforme relato do defensor legal do ex-vereador, que destacou a improbidade administrativa como possível pano de fundo para o ato.
O valor estimado em R$ 19 mil em espécie foi apreendido durante a busca pericial no local da invasão ocorrida no domingo.
Repercussão Jurídica e Consequências Imediatas
O advogado representando Milton Leite informou ao que o imóvel seria de propriedade de um construtor com histórico de contratos com a prefeitura, reforçando a suspeita de uso do espaço para fins ilícitos ligados ao esquema investigado.
Com Milton Leite sob custódia preventiva desde sexta-feira (18/9) e retorno à prisão após hospitalização por pico de pressão no sábado (19/9), a Justiça deve definir nos próximos dias o processo de validade da prisão preventiva em razão da continuidade das investigações.



