O juiz do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a prisão preventiva de Milton Leite, ex-vereador, e de mais doze investigados na O peração Vectura Corrupta, rejeitando os pedidos de revogação da medida cautelar e determinando a renovação dos mandados de captura para três suspeitos ainda foragidos, em decisão que reforça o caráter urgente da perícia técnica sobre os dispositivos eletrônicos apreendidos no início da investigação.
Contexto Jurídico e Técnico da Perícia Forense
A defesa dos acusados alegou que o prazo inicial de 30 dias para conclusão da perícia era insuficiente diante do volume expressivo de documentos, mídias digitais e aparelhos eletrônicos apreendidos na operação, muitos deles protegidos por criptografia avançada, exigindo tempo adicional para análise pericial.
O magistrado reconheceu a complexidade técnica do trabalho, autorizando prorrogação da prisão temporária e determinando prioridade máxima à conclusão dos relatórios periciais pela Unidade de Inteligência Policial do DEMACRO, além do sigilo temporário dos processos para garantir a segurança das investigações.
A perícia sobre dispositivos criptografados exige tempo adicional para evitar risco de revogação de chaves e eliminação remota de dados incriminadores.
Repercussão Institucional e Próximas Etapas Processuais
O Ministério Público e a Polícia Civil reforçaram que a manutenção da prisão é essencial para impedir atuação de comandos do PCC dentro do sistema prisional e para garantir confronto direto dos investigados com provas extraídas dos aparelhos apreendidos.
A decisão ainda orienta que os mandados tramitem sob sigilo temporário no sistema prisional nacional, com foco na celeridade da análise pericial, enquanto Milton Leite permanece sob custódia desde 18 de setembro.



