Na quarta-feira (23), a Polícia Federal deflagou a O peração Carga Falsa, com o objetivo de desmantelar um esquema que empregava falsas malas diplomáticas para introduzir ilegalmente mercadorias estrangeiras, sobretudo smartphones e produtos eletrônicos dos Estados Unidos, no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP).
Contexto Institucional e O peracional da Apuração
A investigação revelou que os suspeitos utilizavam documentação oficial de missões consulares para fraudar o sistema aduaneiro, simulando a condição diplomática de cargas postais e mercadorias postais internacionais, com selos e protocolos falsificados para burlar os controles de fiscalização na alfândega.
O s antecedentes indicam que o esquema operava desde pelo menos 2022, com movimentações sistemáticas de encomendas comerciais disfarçadas como correspondência diplomática, configurando um plano organizado para descaminho em escala, com impacto significativo na arrecadação tributária e na segurança das fronteiras.
Mais de 54 toneladas de mercadorias eletrônicas foram introduzidas ilegalmente pelo esquema em 2024, totalizando um prejuízo fiscal estimado em dezenas de milhões de reais.
Repercussão Jurídica e Estratégia de Fiscalização
A O peração Carga Falsa resultou na execução de nove mandados de busca e apreensão pela 7ª Vara Federal de São Paulo e no bloqueio patrimonial de aproximadamente R$ 10 milhões dos investigados, que respondem por crimes como descaminho, organização criminosa, falsidade documental e lavagem de dinheiro.
As autoridades ressaltam que a ação faz parte da estratégia integrada da Polícia Federal para combater o tráfico ilícito de tecnologia, com reforço na análise documental e na cooperação interinstitucional com a Receita Federal e o Ministério da Justiça.



