No primeiro turno das Eleições estaduais de 2026, o ex-prefeito de Ananindeua, Dr. Daniel Santos, conquistou a chefia do Executivo paraense com 51,75% dos votos válidos, superando a governadora em exercício Hana Ghassan (MDB), que recebeu 46,11% do total apurado, com 97,46% das urnas já contabilizadas.
Contexto Institucional e Histórico da Candidatura
A apuração realizada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) registrou 52 ocorrências relacionadas a urnas e 36 denúncias de crimes eleitorais durante o pleito, conforme dados oficiais divulgados em relatório técnico do órgão. Santos, candidatamente apoiado por aliança entre Podemos, PL e movimentos conservadores ligados ao bolsonarismo, incluiu o apoio declarado do senador Flávio Bolsonaro, ampliando sua base política no estado.
Sua trajetória política reflete crescimento progressivo de votação: de 4.445 votos como vereador em 2012 para 229.930 na reeleição municipal em 2024, passando também por mandatos como deputado estadual mais votado da Alepa em 2018 e presidente da Casa Legislativa entre 2019 e 2020. A renúncia à Prefeitura em abril de 2026 e a transição do PSB para o Podemos reforçam estratégia de realinhamento partidário visando à consolidação de uma base eleitoral mais ampla no contexto estadual.
Dr. Daniel Santos foi eleito governador do Pará com 2.303.759 votos contra 2.052.759 da adversária Hana Ghassan, garantindo maioria absoluta no primeiro turno com 97,46% das urnas apuradas.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos Políticos
A formalização da candidatura à frente do Estado gerou reações imediatas de órgãos públicos e partidos tradicionais; o Ministério Público do Pará (MPPA) mantém investigações em curso sobre supostos desvios administrativos durante sua gestão à frente da Prefeitura de Ananindeua, enquanto a legenda Podemos ainda não se manifesta oficialmente sobre eventuais medidas disciplinares ou ajustes na chapa com Ellayne D'Almeida.
Analistas políticos apontam que a vitória encaminha um novo capítulo na polarização política do Pará, com tendência à consolidação de alianças entre setores conservadores e interesses regionais tradicionalmente ligados ao agronegócio e à classe média urbana do interior do estado.



