Na sexta-feira (11/9), durante evento realizado na Livraria da Travessa do CasaPark, em Brasília, a jornalista e educomunicadora Iza Carvalho lançou o livro Crianças Conectadas e Cidadãos Críticos: A Revolução Educomunicativa no Ambiente Escolar, pela Editora Telha, consolidando-se como referência na discussão sobre letramento midiático e formação cidadã na educação contemporânea.
Trajetória Profissional e Contexto Histórico da Pesquisa
A autora, especialista em Neurociência, Educação e Desenvolvimento Infantil com mais de 30 anos de atuação na Secretaria de Educação do Distrito Federal e docente na escola pública CAIC Santa Paulina, conduziu pesquisas de campo com estudantes de 6 a 8 anos para elaboração do trabalho, que desdobra seu TCC em Jornalismo pela Universidade Paulista (UNIP) e integra princípios da educomunicação — campo que articula comunicação e pedagogia para qualificar a relação infantil com os conteúdos midiáticos.
O lançamento ocorreu após reconhecimento prévio do projeto, que recebeu destaque no Prêmio Paulo Freire de Educação e uma moção de louvor institucional por seu impacto na formação crítica de crianças, evidenciando a relevância do tema em um contexto educacional marcado por desafios estruturais e transformações pedagógicas recentes no país.
Crianças Conectadas e Cidadãos Críticos representa a síntese de uma trajetória de mais de três décadas na educação pública, propondo que a curiosidade infantil, quando direcionada com rigor metodológico, forma cidadãos capazes de analisar criticamente os fluxos midiáticos que permeiam a sociedade contemporânea.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Acadêmicos
A nomeação de mais de 2 mil professores pela GDF para a rede pública de ensino, ocorrida paralelamente ao lançamento do livro, reforça o compromisso institucional com a valorização da carreira docente e a ampliação do acesso à educação básica de qualidade, alinhando-se ao debate central da obra sobre a importância da formação crítica desde as primeiras etapas escolares.
Conforme destacado pela autora, o projeto proposto no livro visa qualificar o ímpeto natural da criança em questionar, evitando que essa postura se torne descontextualizada ao longo do tempo, e demonstra que a maturidade midiática deve ser cultivada no presente, não postergada para fases posteriores da vida.



