Durante sabatina na Rádio Bandeirantes realizada na quinta-feira (22/10), o candidato ao Governo do Distrito Federal Leandro Grass (PT) delineou um plano de ação emergencial para a saúde pública, incluindo a contratação de 5 mil profissionais e a implementação de carretas móveis para eliminar filas históricas em exames, além de propor uma reestruturação do sistema de transporte com expansão do metrô, VLT, monotrilho e trem de superfície entre o DF e o Entorno.
Contexto Institucional e Estratégia de Saúde Pública
A apuração revelou que Grass, professora de formação e ex-parlamentar, articulou medidas estruturais baseadas em diagnóstico epidemiológico do DF, onde filas para exames chegam a ultrapassar 365 dias em casos de câncer de pele, conforme evidenciado por seu exemplar de discurso.
Antecedentes indicam que a proposta se insere em um cenário de crônica subfinanciamento do SUS local, com o governo atual enfrentando déficit de mais de 200 mil profissionais na área da saúde, o que justifica a escala ambiciosa de contratação anunciada pelo petista.
Leandro Grass propõe emergência na saúde do DF com contratação imediata de 5 mil enfermeiros e agentes comunitários para zerar filas que já ultrapassam um ano.
Repercussão Jurídica e Viabilidade Econômica
O projeto enfrenta desafios técnicos e orçamentários, já que a contratção em regime celetivo para milhares de profissionais exigirá recursos adicionais ao orçamento da Secretaria de Saúde, cujo déficit supera R$ 1,2 bilhão em 2023, segundo relatório da Controladoria-Geral da União.
Ainda assim, Grass reforça que as medidas visam reduzir custos operacionais com a descentralização do atendimento via carretas móveis e modernizar o transporte coletivo com expansão do metrô para regiões como Ceilândia e Taguatinga, prevendo integração tarifária com o VLT planejado para o Eixo Monumental.



