Nos resultados consolidados do levantamento divulgado pelo STE, 1,9% dos candidatos às eleições de 2026 utilizam nomes de urna com títulos religiosos como 'pastor', 'missionário', 'bispo' ou 'apóstolo', totalizando 385 candidatos dentre os 20.284 inscritos, representando uma redução de 0,3 ponto percentual em relação às eleições de 2022, quando o percentual atingiu 2,2%, embora a participação ainda permaneça acima dos níveis observados em pleitos anteriores a 2018.
Diagnóstico Estatístico e Caracterização dos Candidatos com Títulos Religiosos
O levantamento do Superior Tribunal Eleitoral (STE), publicado em abril de 2026, revelou que o uso de títulos ligados a igrejas evangélicas nos nomes de urna representa uma prática sistemática, embora minoritária, entre candidatos brasileiros, com destaque para o título 'pastor' ou 'pastora', presente em 296 das 385 candidaturas — correspondendo a 77% do total —, seguido por 'missionário' (40), 'bispo' (32) e 'apóstolo' (10), enquanto denominações como presbítero, evangelista e profeta somam-se a um conjunto mais diversificado de identificadores religiosos.
Apesar da queda registrada em relação às eleições de 2022 — quando o percentual alcançou 2,2% —, o índice de 1,9% mantém-se significativo no cenário político contemporâneo, especialmente considerando que a grande maioria desses candidatos compete por vagas na Câmara dos Deputados (150) e nas Assembleias Legislativas estaduais (217), totalizando 367 candidatos dentre os 385 registrados com titulação eclesiástica.
Em 2026,385 candidatos usaram nomes com títulos religiosos como pastor, missionário ou bispo, representando 1,9% do total de candidaturas e marcando queda de 0,3 ponto percentual frente à eleição de 2022.
Implicações Jurídicas e Estratégicas na Arena Política
As declarações oficiais do presidente do TSE, Alexandre Ramagem, reforçam que o uso de títulos religiosos em nomes de candidatura não viola normas eleitorais previstas no Código Eleitoral, desde que não configure propaganda ilícita ou favorecimento indevido, o que tem sido objeto de análise por órgãos competentes e eventuais denúncias ao TRE.
Especialistas em direito eleitoral apontam que a tendência é de intensificação das discussões jurídicas sobre a adequação desses nomes no contexto da laicidade do Estado, com possibilidade de revisão regulamentar em âmbito legislativo ou por meio de ações judiciais motivadas por alegações de favorecimento religioso.


