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Política

Bolsonaro confessa gastos de 14 mil na Mega-Sena, nega repasse a parentes

PorBruno RibeiroVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 12:16
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Bolsonaro confessa gastos de 14 mil na Mega-Sena, nega repasse a parentes
Fatos Rápidos da Notícia
  • Ex-presidente Jair Bolsonaro negou, em 7 de agosto, ter usado R$ 17 milhões de doações via Pix para repasses a familiares e terceiros durante campanha para quitar multas por descumprimento de uso de máscara durante a pandemia
  • Conde Nast, por meio do Coaf, identificou pagamentos de R$ 56 mil a Michele Bolsonaro, R$ 77 mil à síndica Leda Maria Marques Crivelatti, R$ 12 mil ao tenente Osmar Crivelatti e R$ 14 mil à lotérica Jonatan e Felix entre janeiro e junho
  • A CPI dos ataques de 8 de janeiro pediu à Procuradoria-Geral da República que investigue supostas pedras preciosas recebidas por Bolsonaro em outubro de 2022, potencialmente ligadas ao financiamento dos atos violentos
Resumo Editorial

Investigação do Coaf revelou repasses de R$ 14 mil a lotérica Jonatan e Felix, vinculadas ao interior paulista, após Bolsonaro negar uso de recursos da Mega-Sena.

No âmbito de uma investigação conduzida pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o ex-presidente Jair Bolsonaro, em 7 de agosto, negou ter utilizado os R$ 17 milhões arrecadados por doações via Pix — destinadas a eleitores para quitar multas impostas pelo estado de São Paulo por descumprimento do uso obrigatório de máscara durante a pandemia — em repasses a familiares e terceiros, entre eles a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro e o filho 03, deputado federal Eduardo Bolsonaro.

Contexto Institucional e Apuração dos Pagamentos

O Coaf identificou, por meio de análise das transações entre janeiro e junho, pagamentos no valor total de R$ 56 mil a Michele Bolsonaro, R$ 77 mil à síndica Leda Maria Marques Crivelatti — condomínio onde reside o filho Eduardo Bolsonaro — R$ 12 mil ao tenente O smar Crivelatti e R$ 14 mil à lotérica Jonatan e Felix, ambas vinculadas ao interior de São Paulo. O ex-presidente confirmou os repasses, afirmando que ocorreram antes do início da vaquinha do Pix, iniciada em meados de junho, e justificou a movimentação sob o argumento de que Michele administra suas contas financeiras.

Nos arredores da CPI dos ataques de 8 de janeiro, solicita-se agora à Procuradoria-Geral da República que aproxime investigações sobre supostos recebimentos de pedras preciosas por Bolsonaro em outubro de 2022, em Teófilo O toni (MG), com possível ligação ao financiamento das manifestações violentas daquele mês.

Ponto de Destaque

Mais de R$ 56 mil foram transferidos em seis meses para Michele Bolsonaro, administradora das finanças familiares do ex-presidente.

Repercussão Jurídica e Desdobramentos Imediatos

A defesa de Bolsonaro mantém que os valores foram aplicados em despesas diversas — como alimentação, saúde e apostas na Mega-Sena — e que o repasse à síndica Leda Maria Crivelatti ocorreu sob circunstância coincidental, já que ela é proprietária do imóvel alugado pelo ex-presidente. O tenente O smar Crivelatti, um dos assessores remunerados pelo regime anterior, teria recebido recursos para custear despesas pessoais, segundo justificativa postada nas redes sociais.

A CPI dos ataques de 8 de janeiro já havia requisitado à Procuradoria-Geral da República a abertura de inquérito sobre os supostos recebimentos de pedras preciosas em outubro de 2022, nascido a partir de comunicações obtidas com Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do presidente.

Atenção / Ponto Crítico
A CPI dos ataques de 8 de janeiro requisitou à Procuradoria-Geral da República que investigue possíveis vínculos entre pedras preciosas recebidas por Bolsonaro e o financiamento das manifestações violentas.

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