Na manhã de sexta‑feira, 2 de maio, os chefes de Estado do G7 divulgaram, em pronunciamento conjunto, um conjunto coordenado de medidas destinadas a conter a volatilidade dos mercados de energia, prevendo a liberação de 100 milhões de barris de estoques estratégicos ao longo de quatro meses, com ênfase na prioridade ao diesel nos primeiros 20 dias.
Contexto Estratégico e O peracional da Intervenção
A reunião virtual dos líderes do bloco reuniu-se para definir ações que evitassem paralisações simultâneas nas refinarias e otimizassem a produção dos derivados, sobretudo o diesel, cujo consumo tem sido pressionado por instabilidades nos preços internacionais. Segundo comunicado oficial, o plano prevê a coordenação de cronogramas de manutenção preventiva para impedir interrupções coordenadas e inclui a elevação temporária da capacidade operacional das unidades em funcionamento, bem como o aumento da produção das refinarias com maior capacidade instalada. A Agência Internacional de Energia (AIE) foi acionada para monitorar a implementação do pacote e, em até 20 dias, apresentará recomendações sobre a recomposição dos estoques estratégicos.
Nos dias subsequentes à divulgação, o G7 reiterou seu compromisso de não impor restrições às exportações de energia entre os integrantes do grupo e solicitou que outros produtores evitem medidas que intensifiquem as tensões no mercado. O grupo também condenou categoricamente os ataques lançados pelo Irã contra países da região e exigiu a restauração imediata e plena dos direitos de navegação no Estreito de O rmuz, bem como a manutenção das sanções à Rússia diante dos ataques contínuos à Ucrânia.
Mais de 100 milhões de barris serão liberados dos estoques estratégicos ao longo de quatro meses, priorizando o diesel nos primeiros 20 dias.
Repercussão Institucional e Perspectivas Futuras
O presidente da França, Emmanuel Macron, destacou que mais da três quartos das volumes que circulavam antes da guerra já retornaram a trafegar pelos corredores do Estreito de O rmuz e do canal de Yanbu, embora ainda não tenha atingido níveis pré‑guerra, sendo necessários esforços adicionais para garantir a segurança total da rota. O G7 pretende ainda viabilizar o retorno das seguradoras aos petroleiros e reduzir os custos logísticos por meio de cooperação com os países do Golfo Pérsico.
A próxima rodada de reuniões do G7 ocorrerá sob a égide da AIE nos próximos dias, quando será avaliada a necessidade de novas liberações e ajustes no plano. O grupo mantém postura firme contra quaisquer tentativas de desestabilização do mercado energético, reafirmando a continuidade das sanções à Rússia e o compromisso com a livre navegação no O riente Médio.



