No Distrito Federal, as concessionárias de ônibus formalizaram nesta segunda-feira (26/9) uma proposta de reajuste salarial de 6% para os rodoviários, enquanto o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Terrestres do DF reivindica aumentos de 8%, 10% e 12% nos salários, alimentação e plano de saúde, respectivamente, com a greve programada para entrar em vigor no dia seguinte, segundo informações oficiais.
Contexto das Propostas e Negociações Salariais
A proposta apresentada pelas empresas — Bsbus, Viação Piracicabana, Viação Pioneira, Auto Viação Marechal e Consórcio Urbi-HP — estabelece reajustes que ultrapassam o índice oficial da inflação, com ganho real de 1,82% sobre a taxa de 4,11% registrada no período, conforme comunicado conjunto das concessionárias; a iniciativa ocorre após mais de dez rodadas de negociação iniciada em julho e visa subsidiar a manutenção dos serviços essenciais previstos na Lei nº 7.783/1989.
As assembleias deliberativas seguem em pauta para apreciação da contraproposta sindical até domingo (27/9), no Conic do Setor de Diversões Sul, enquanto o prazo para a greve — marcada para 28/9 — já constata resistência institucional à pressão por ajustes superiores aos oferecidos, com a categoria alertando para a necessidade de garantir direitos retroativos a partir de agosto.
O seguro de vida em grupo seria duplicado, elevando a cobertura de R$ 24 mil para R$ 48 mil por trabalhador.
Repercussão Sindical e Desdobramentos do Impasse
O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Terrestres do DF rejeitou formalmente a proposta inicial, classificando os percentuais oferecidos como insuficientes para cobrir o custo de vida e exigindo ainda a ampliação do plano odontológico e a manutenção dos postos de cobrador durante o contrato.
As partes envolvidas mantêm posição oposta: enquanto as concessionárias reiteram abertura ao diálogo e compromisso com o serviço público ininterrupto, o sindicato já sinaliza mobilização total caso não haja acolhimento às demandas até o início da semana.



