Em meio à crescente preocupação com o bem-estar psicológico de animais de companhia em ambientes domésticos, o especialista em comportamento canino Cleber Santos alerta que a ausência de limites claros e a falta de rotina estruturada comprometem a estabilidade emocional dos cães, gerando insegurança e manifestações agressivas silenciosas que podem evoluir para episódios traumáticos.
Contexto Institucional e Práticas de Cuidado Animal
A apuração realizada junto à Comportpet, instituição especializada em educação canina, revelou que tutores frequentemente confundem expressões de afeto constante com a ausência de parâmetros comportamentais adequados, prática que, segundo Cleber Santos, gera profunda insegurança no animal ao não proporcionar a previsibilidade necessária para sua segurança psicológica.
Antecedentes indicam que a socialização inadequada, aliada à sobrecarga sensorial decorrente de dinâmicas familiares imprevisíveis — como reuniões com múltiplos agentes e estímulos constantes — tem contribuído para o aumento de casos de ansiedade e comportamentos defensivos em cães, conforme evidenciado por relatórios técnicos da entidade.
A agressividade canina se manifesta frequentemente por meio de sinais silenciosos, como bocejos frequentes e lambedura excessiva do focinho, antes de evoluir para quadros de ansiedade.
Repercussão Jurídica e Estratégias de Intervenção
A Comissão de Direitos Animais do Conselho Federal já sinalizou a possibilidade de regulamentar práticas que privilegiam o afeto sem limites, propondo diretrizes que integrem normas de convivência à legislação vigente sobre proteção animal.
Especialistas recomendam a adoção imediata de protocolos baseados em rotina previsível, estímulos controlados e orientação profissional para evitar que o animal atinja níveis críticos de estresse, prevenindo assim conflitos que possam resultar em agressão ou abandono.



