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Polícia

Advogado empurra e insulta promotor no júri, afirma MPSP

PorCesar SachetoVerificadoOrtografia IAPublicado Há 54 min
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Advogado empurra e insulta promotor no júri, afirma MPSP
Fatos Rápidos da Notícia
  • A Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo repudiou ato de violência física contra o promotor Thomas Mohyico Yabiku, que foi empurrado ao chão e xingado por advogados durante sessão da 4ª Vara do Júri da Capital em 18/9.
  • Conforme a ata da sessão, dois defensores participaram da agressão: um empurrou o promotor com o corpo, e outro proferiu ofensas verbais após advertência do juiz presidente.
  • A Procuradoria-Geral de Justiça manifestou solidariedade ao promotor e reafirmou a necessidade de respeito às prerrogativas funcionais e à integridade dos membros do Ministério Público no exercício de suas funções.
Resumo Editorial

O promotor Thomas Mohyico Yabiku sofreu violência física e verbal de defensores durante sessão plenária, resultando na interrupção do julgamento e na adiação do processo.

No âmbito da 4ª Vara do Júri da Capital, durante sessão plenária realizada em 18 de setembro, o promotor de Justiça Thomas Mohyico Yabiku foi agredido fisicamente e verbalmente por defensores durante o exercício de sua função, com o empurrão que o derrubou ao chão e a posterior insubordinação verbal, situação que gerou interrupção da diligência e dissolvição do Conselho de Sentença.

Contexto Institucional e Acontecimentos da Sessão

A apuração realizada pela Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo, com base na ata da sessão, confirmou que um dos defensores, posicionando-se agressivamente à frente do promotor durante a sustentação da acusação, empregou força física para empurrá-lo, provocando sua queda ao chão. Em sequência, outro advogado, ainda presente na assistência, proferiu ofensas verbais reiteradas ao membro do Ministério Público, desrespeitando advertência formal proferida pelo juiz presidente da casa.

O episódio ocorreu em um contexto de elevado tensionamento processual, em que o direito de defesa era garantido, mas não à custa da integridade física e moral dos profissionais do Ministério Público. A atitude dos envolvidos contraria princípios éticos fundamentais da administração de justiça e expõe fragilidades estruturais no respeito às prerrogativas funcionais dos promotores.

Ponto de Destaque

O promotor Thomas Mohyico Yabiku sofreu violência física e verbal por parte de defensores durante sessão plenária na 4ª Vara do Júri da Capital.

Repercussão O ficiais e Desdobramentos Jurídicos

A Procuradoria-Geral de Justiça manifestou repúdio categórico ao ato, reafirmando a necessidade de respeito às prerrogativas funcionais e à integridade dos membros do Ministério Público no exercício de suas atribuições, sem prejuízo da apuração dos fatos e do devido processo legal. A instituição declarou solidariedade ao promotor Thomas Mohyico Yabiku e enfatizou que a liberdade de atuação profissional e a intensidade dos debates perante o Tribunal do Júri não autorizam agressões físicas ou ofensas pessoais.

Com a interrupção da sessão, o Conselho de Sentença foi dissolvido e o julgamento foi adiado; o réu permanece em prisão preventiva. As medidas disciplinares cabíveis serão adotadas com base nos protocolos internos do MP-SP, enquanto o Poder Judiciário avalia eventuais responsabilizações civis ou criminais pelos envolvidos.

Atenção / Ponto Crítico
Ainda não há prazo definido para a retomada do julgamento, mas medidas disciplinares cabíveis serão adotadas contra os responsáveis pela agressão.

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