Carregando...
Voltar para a página inicial
Política

Lula mantém Brasil como contraponto à estratégia de Trump na América Latina

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 17:22
Ouvir NotíciaRecurso Beta

Locução neural da Yumi IA em português

0:000:00
Lula mantém Brasil como contraponto à estratégia de Trump na América Latina
Fatos Rápidos da Notícia
  • Em suas primeiras declarações públicas após a vitória no 2° turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a evocar enfaticamente o discurso da soberania e pediu que a trilha sonora da sua comemoração fosse o Hino da Independência.
  • As manifestações são um claro recado sobre o tom que o seu quarto mandato poderá ter no campo internacional.
  • No sábado (24), durante o ato em Copacabana, no Rio de Janeiro, Lula retomou o tema da soberania nacional e a influência dos Estados Unidos ao falar aos apoiadores: "É escolher alguém que beija a bandeira nacional ou que beija a bandeira americana".
Resumo Editorial

Em suas primeiras declarações públicas após a vitória no 2° turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a evocar enfaticamente o discurso da soberania e pediu que a trilha sonora da sua comemoração fosse o Hino da Independência.

Em suas primeiras declarações públicas após a vitória no 2° turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a evocar enfaticamente o discurso da soberania e pediu que a trilha sonora da sua comemoração fosse o Hino da Independência.

As manifestações são um claro recado sobre o tom que o seu quarto mandato poderá ter no campo internacional.

No sábado (24), durante o ato em Copacabana, no Rio de Janeiro, Lula retomou o tema da soberania nacional e a influência dos Estados Unidos ao falar aos apoiadores: "É escolher alguém que beija a bandeira nacional ou que beija a bandeira americana".

"O Brasil não vai ser quintal de ninguém. O Brasil só tem um dono, e esse dono se chama povo brasileiro", adicionou.

No primeiro pronunciamento após a vitória, ainda no QG da campanha, em São Paulo, pediu que o Hino da Independência fosse reproduzido: “Numa demonstração de que esse país não aceita ser quintal de ninguém”.

Ele também citou o seu "cantor favorito, Chico Buarque de Holanda", ao dizer que o músico gostava do seu governo porque ele "não falava grosso com a Bolívia e não falava fino com os Estados Unidos. A gente falava igual com todo mundo".

A eleição de Lula interrompe uma sequência de sete vitórias consecutivas, entre 2025 e 2026, de líderes de direita nos seguintes países da América Latina: Equador, Bolívia, Chile, Honduras, Costa Rica, Colômbia e Peru.

Nos bastidores da diplomacia brasileira, havia um temor sobre como uma eventual derrota de Lula poderia consolidar a guinada do continente à direita e reforçar a dominância de Donald Trump na região.

Durante a campanha, alguns diziam que Lula era "o último líder progressista de um país relevante da América Latina e até no mundo", diante da ascensão da direita na região e na Europa.

Após o resultado, um integrante do Itamaraty relatou se sentir aliviado. Ele disse que havia um receio de que uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL) abrisse espaço para represálias contra diplomatas, diante das reiteradas críticas feitas por Eduardo Bolsonaro ao Ministério das Relações Exteriores.

Na avaliação dessa fonte, a permanência de Lula representa a continuidade de uma política externa voltada à defesa da soberania nacional, com maior autonomia em relação aos interesses dos Estados Unidos e de Israel.

A expectativa de que o presidente Lula deverá se contrapor a governos de direita também foi destacada por autoridades estrangeiras.

Bernie Sanders, senador americano independente por Vermont, uma das principais vozes da esquerda dos EUA, afirmou que Lula tem defendido os trabalhadores brasileiros e a democracia e que continuará fazendo isso nos próximos quatro anos.

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, do Partido Democrata e que se define como socialista democrático, escreveu: “O povo unido jamais será vencido! Parabéns, presidente Lula".

E o deputado norte-americano Ro Khanna, que representa a Califórnia e integra a ala progressista do Partido Democrata, afirmou que pessoas em todo o mundo estão reagindo ao extremismo e que, com Lula no Brasil, elas acabaram de vencer.

Verificação Editorial Giro Mix News

Conteúdo apurado, sintetizado e verificado com a inteligência editorial Yumi IA.

Conhecer Yumi IA →
Feedback anônimo dos leitores

Notícias Relacionadas

RÁDIO WEB

GiroMix Rádio