Com apenas um mês de antecedência para o primeiro turno da campanha presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL) mantém-se como o principal desafio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo dados da Datafolha de 3/9, que o posicionam em 33% das intenções de voto, cinco pontos abaixo do petista, que registra 38%, embora os dois estejam tecnicamente empatados no segundo turno, com 44% e 46% respectivamente. Paralelamente à estratégia de exposição midiática, marcada por um bloco eleitoral de 4 minutos e 20 segundos e inserções em rádio e TV, o caso Dark Horse — filme sobre Jair Bolsonaro financiado por recursos negociados pelo senador com o banqueiro Daniel Vorcaro — já mobiliza investigações policiais e pressiona o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação que condenou o ex-presidente por tentativa de golpe de Estado, que agora é alvo de indagações da Polícia Federal por conversas com Vorcaro sobre os recursos do filme.
Contexto Institucional e Investigações em Curso
A campanha de Flávio Bolsonaro concentra esforços na exposição pública e na redução da distância eleitoral, com a propaganda eleitoral ocupando 4 minutos e 20 segundos no horário destinado aos presidenciáveis, enquanto o governo investiga suposto financiamento irregular do filme Dark Horse, cuja negociação envolveu o senador e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro; a Datafolha divulgada em 3/9 aponta Lula à frente com 38% das intenções de voto no primeiro turno e Flávio em 33%, com Augusto Cury (Avante) em terceiro lugar com 8%, enquanto no segundo turno os percentuais se igualam dentro da margem de erro de dois pontos para 46% e 44% respectivamente.
O episódio ganha contornos ainda mais complexos com a revelação de que o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação que condenou Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, está sob investigação pela Polícia Federal por supostas conversas com Vorcaro acerca dos recursos do filme, fato que tem sido utilizado pela campanha do senador como ponto de ataque político, gerando pressão para a renúncia do magistrado e alimentando discursos bolsonaristas que questionam a imparcialidade da Justiça eleitoral.



