O Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR) formalizou o pedido de inclusão de Wenderson Lima de Souza e Arielly Kamila Moraes de Souza, casal de pastores acusados de manter uma igreja em Boa Vista, na lista de procurados da Interpol, com fundamento no elevado risco de fuga para nações limítrofes após denúncia criminal de estupro contra seis adolescentes realizada em 21 de agosto.
Contexto Institucional e Investigação Criminal
A solicitação ao organismo internacional, comunicada oficialmente pelo MPRR, decorre da constatação de que os suspeitos, já indiciados pelos crimes de estupro de vulnerável, importunação sexual e fraude processual, teriam potencial para evadir a ordem judicial rumo a países vizinhos como Venezuela e Colômbia, segundo laudo pericial emitido pela instituição.
As investigações, coordenadas pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente após o registro inicial do boletim de ocorrência em abril pelo representante de uma vítima de 14 anos, consolidaram o envolvimento do casal em um esquema que incluía o abuso sistemático de adolescentes sob a égide religiosa, com cinco vítimas adicionais identificadas posteriormente e outras cinco pessoas que manifestaram indícios de vítima optando por não prestar relatos.
O Ministério Público solicita a prisão internacional dos acusados por risco comprovado de fuga para países vizinhos após denúncia de estupro coletivo contra seis adolescentes.
Repercussão Jurídica e Consequências Penais
A Procuradoria-Geral da República e o MPRR reforçaram a caracterização dos atos como violação grave dos direitos humanos e da ordem constitucional, com a Justiça já tendo decretado preventiva a prisão dos investigados em julho, medida que permanece em vigor diante da ausência dos acusados.
As vítimas, todas entre 12 e 17 anos na data dos fatos, possuem direito legal a indenizações que variam entre R$ 30 mil e R$ 150 mil, conforme diretrizes normativas do Ministério Público do Estado.
A defesa do casal ainda não prestou declaração pública oficial, embora tenha solicitado acesso ao processo sob o rito do contraditório.
Espera-se que o pedido à Interpol resulte na extradição dos investigados para o Brasil ou em prisão domiciliar supervisada caso encontrem-se em território estrangeiro.



