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Operação Azzardo desartima esquema de apostas ilegais e lavagem de dinheiro no DF e mais cinco estados

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 02:31
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Operação Azzardo desartima esquema de apostas ilegais e lavagem de dinheiro no DF e mais cinco estados
Fatos Rápidos da Notícia
  • Operação Azzardo cumpriu 50 mandados de busca e apreensão no DF e em cinco estados
  • Endereços residenciais comuns foram usados como fachada para empresas fantasma
  • Rede movimentou aproximadamente R$ 1 bilhão via fintech paulista
Resumo Editorial

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou nesta quinta-feira (5/11) a Operação Azzardo para combater uma organização criminosa que utilizava empresas de fachada para lavar bilhões de reais provenientes de apostas digitais ilegais, conhecidas como 'bets do crime'.

Cerca de 200 policiais civis cumpriram 50 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e nos estados de São Paulo, Goiás, Paraná, Ceará e Rio Grande do Norte. A ação, coordenada pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/Decor), também resultou em ordens judiciais de bloqueio de bens.

Investigações revelaram que o grupo utilizava endereços residenciais comuns em regiões como Ceilândia, Sobradinho e Sobradinho II para registrar empresas fantasma. Em um único lote em Ceilândia, dez empresas indicavam o mesmo número telefônico corporativo, sem que os moradores locais soubessem da situação.

O dinheiro das apostas era movimentado via Pix e direcionado para pessoas jurídicas abertas em nome de laranjas. Posteriormente, os valores eram concentrados em uma fintech paulista autorizada pelo Banco Central como Sociedade de Crédito Direto (SCD) e distribuídos entre outras empresas e instituições de pagamento, incluindo a conversão em criptoativos para dificultar o rastreamento financeiro.

Apenas entre a fintech paulista e empresas associadas, a movimentação estimada é de R$ 1 bilhão. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 3,483 bilhões dos investigados.

O grupo alegava possuir autorizações de loterias estaduais da Paraíba e do Rio de Janeiro, mas a apuração mostrou que os sites não tinham respaldo legal e descumpriam a Medida Provisória nº 1.394/2026. As penas para os crimes investigados podem chegar a 33 anos de reclusão em casos de falsidade ideológica.

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