Cerca de 200 policiais civis cumpriram 50 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e nos estados de São Paulo, Goiás, Paraná, Ceará e Rio Grande do Norte. A ação, coordenada pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/Decor), também resultou em ordens judiciais de bloqueio de bens.
Investigações revelaram que o grupo utilizava endereços residenciais comuns em regiões como Ceilândia, Sobradinho e Sobradinho II para registrar empresas fantasma. Em um único lote em Ceilândia, dez empresas indicavam o mesmo número telefônico corporativo, sem que os moradores locais soubessem da situação.
O dinheiro das apostas era movimentado via Pix e direcionado para pessoas jurídicas abertas em nome de laranjas. Posteriormente, os valores eram concentrados em uma fintech paulista autorizada pelo Banco Central como Sociedade de Crédito Direto (SCD) e distribuídos entre outras empresas e instituições de pagamento, incluindo a conversão em criptoativos para dificultar o rastreamento financeiro.
Apenas entre a fintech paulista e empresas associadas, a movimentação estimada é de R$ 1 bilhão. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 3,483 bilhões dos investigados.
O grupo alegava possuir autorizações de loterias estaduais da Paraíba e do Rio de Janeiro, mas a apuração mostrou que os sites não tinham respaldo legal e descumpriam a Medida Provisória nº 1.394/2026. As penas para os crimes investigados podem chegar a 33 anos de reclusão em casos de falsidade ideológica.



