O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, formalizou pedido ao Ministério da Justiça e à Polícia Federal para avaliação de medidas preventivas e investigativas contra ameaças à integridade física e digital de candidatos à Presidência, em resposta à denúncia da campanha de Flávio Bolsonaro sobre escalada de violência política durante o período eleitoral.
Contexto Institucional e Investigação Preliminar da Violência Política
A solicitação do magistrado, formalizada por meio de ofício recebido pela Secretaria de Segurança Institucional no dia 8 de setembro, busca consolidar protocolos de segurança para todas as candidaturas ao Planalto, após a identificação de 2.463 conteúdos considerados de risco entre os dias 5 e 14 de agosto, segundo levantamento da campanha de Flávio Bolsonaro apresentado ao TSE; entre os episódios documentados, destaca-se ameaça digital com uso de emojis de faca contra o candidato em Juiz de Fora (MG), além da referência a agressões físicas ocorridas em contextos eleitorais anteriores, como o atentado sofrido por Jair Bolsonaro em 2018.
As evidências coletadas incluem publicações digitais com teor intimidativo, coordenadas geográficas vinculadas a eventos presenciais e registros de comportamentos reiterativos que configuram potencial crime eleitoral contra a ordem democrática, demandando apuração rigorosa por parte das forças policiais federais e do Ministério da Justiça.
Foram identificados 2.463 conteúdos perigosos entre 5 e 14 de agosto, incluindo ameaças digitais e episódios de violência física contra candidatos eleitorais.
Repercussão Institucional e Medidas Propostas para Garantia da Segurança Eleitoral
O ministro Nunes Marques determinou a criação de canal direto entre Polícia Federal e campanhas para denúncias pontuais, priorização na apuração de ameaças contra presidenciáveis e ampla divulgação dos protocolos de proteção já disponibilizados pela Polícia Federal, como equipes táticas, monitoramento digital e inspeção antibombas; seis candidatos já contam com escolta oficial nesses moldes, incluindo Augusto Cury (Avante), Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).
A proteção individual é escolhida pelo próprio candidato, conforme critério de risco, com Flávio optando por escolta do Senado, enquanto Lula mantém suporte institucional da Polícia Federal; o Ministério da Justiça aguarda retorno técnico para definir medidas gerais aplicáveis a todas as candidaturas.



