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Marcelo Vaz da Costa reativa contratos de R$ 8,7 milhões com Construservice investigada na Codevasf

PorLuiz VassalloVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 01:07
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Marcelo Vaz da Costa reativa contratos de R$ 8,7 milhões com Construservice investigada na Codevasf
Fatos Rápidos da Notícia
  • Marcelo Vaz da Costa Castro, filho do senador Marcelo Castro (MDB), reativou cinco contratos de R$ 8,7 milhões da Codevasf com a Construservice, empresa investigada pela Polícia Federal por fraudes e ligada ao sócio oculto Eduardo José Barros da Costa, o 'Imperador';
  • Os contratos, referentes a obras de pavimentação nas cidades de Ribeiro Gonçalves, Castelo do Piauí, Alto Longá e Floriano, foram suspensos por Inaldo Pereira Guerra Neto em 2022 com base no 'cenário de incertezas acerca da origem dos recursos', mas foram reativados em maio mediante portaria do ministro Waldez Góes (União Brasil), indicado pelo senador Davi Alcolumbre (União Brasil);
  • A reativação ocorreu após a Codevasf penalizar duas vezes a Construservice com multas e suspensão de licitações por irregularidades, enquanto o orçamento secreto — considerado inconstitucional pelo STF em dezembro de 2023 — foi utilizado como moeda política para viabilizar pagamentos que somam até R$ 8,6 bilhões dos exercícios de 2020 a 2022.
Resumo Editorial

O filho do senador reativou contratos de R$ 8,7 milhões com Construservice investigada na Codevasf, usando orçamento secreto declarado inconstitucional pelo STF.

O filho do senador Marcelo Castro (MDB), Marcelo Vaz da Costa Castro, reativou cinco contratos de pavimentação no Piauí no valor de R$ 8,7 milhões com a Construservice, empresa investigada pela Polícia Federal por fraudes e vinculada ao sócio oculto Eduardo José Barros da Costa, o "Imperador", após suspensão temporária decretada em 2022 por incertezas sobre a origem dos recursos.

Contexto Institucional e Histórico da Reativação

A reativação dos contratos ocorreu sob a portaria ministerial do ministro do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes (União Brasil), indicado pelo senador Davi Alcolumbre (União Brasil), em maio, utilizando recursos do orçamento secreto — considerado inconstitucional pelo STF em dezembro de 2023 — que somavam até R$ 8,6 bilhões nos exercícios de 2020 a 2022, apesar da Codevasf ter penalizado duas vezes a Construservice com multas e suspensão de licitações por irregularidades.

O antecedente imediato para a suspensão dos contratos remonta ao governo de Inaldo Pereira Guerra Neto, então superintendente da Codevasf no Piauí e aliado de Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro, que justificou a paralisação com base em 'cenário de incertezas acerca da origem dos recursos', em clara referência ao orçamento secreto ainda não regulamentado pela Corte Constitucional.

Ponto de Destaque

A reativação gerou controvérsia ao utilização de verbas do orçamento secreto para beneficiar empresa sob investigação por fraudes e sócio oculto.

Repercussão Jurídica e Econômica com Impactos na Transparência O rçamentária

A ação foi alvo de críticas por parlamentares da base aliada e organizações da sociedade civil, que questionam a legalidade de empregar recursos destinados ao orçamento secreto — mesmo após decisão do STF que o declarou inconstitucional — para viabilizar pagamentos a empresas vinculadas a aliados políticos, como demonstra a ligação entre o filho do senador e o sócio oculto Eduardo José Barros da Costa.

Especialistas em direito administrativo apontam que a manutenção dos contratos pode configurar prática de improbidade administrativa, especialmente por configurar uso de verbas públicas para favorecer empreiteira investigada por lavagem de dinheiro, enquanto o governo Lula intensifica esforços para transparência na execução da verba restante.

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Atenção / Ponto Crítico
O STF já declarou inconstitucional o orçamento secreto, proibindo sua execução discrecional por parlamentares, sob pena de responsabilização criminal e administrativa.

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