José Maurício Volpato, ex-sócio da Naskar Gestão Ltda., foi preso pela Polícia Civil do Distrito Federal em 24 de setembro de 2020, em São Paulo, após descumprir as medidas cautelares que o impediam de movimentar conta bancária, com a operação ocorrendo sob rigoroso sigilo investigativo e sob a coordenação da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoal da PCDF.
Contexto Institucional e Histórico da Investigação
A apuração jornalística confirmou que a prisão de Volpato ocorreu após ele tentar movimentar uma conta bancária em desconformidade com as restrições impostas pelo Poder Judiciário do Distrito Federal, que havia determinado a suspensão de quaisquer atividades financeiras vinculadas à operação da Naskar Gestão de Ativos, empresa que captou recursos de mais de 3 mil investidores com a promessa de 2% ao mês durante 13 anos.
O caso, revelado inicialmente pelo, configurou um dos maiores golpes financeiros da história recente do país, com prejuízos estimados em aproximadamente R$ 900 milhões, conforme apuração do Ministério Público Federal e laudos periciais técnicos que atestam a ausência total de investimento dos recursos captados.
Mais de R$ 900 milhões em prejuízos causados a mais de 3 mil investidores pela operação fraudulenta da Naskar Gestão de Ativos.
Repercussão Jurídica e Cautelares Decisões Judiciais
O juiz Aimar Neres de Matos determinou, em decisão publicada no Diário da Justiça do DF em 3 de setembro, a revogação da prisão preventiva de José Maurício Volpato, Marcelo Liranco Arantes e Rogério Vieira, substituindo-a por um conjunto de oito medidas cautelares que incluem o bloqueio de ativos, a proibição de exercer atividades empresariais ou financeiras relacionadas ao caso e o recolhimento domiciliar noturno.
As medidas também proíbem os investigados de contatar vítimas ou testemunhas, acessar empresas envolvidas na apuração ou sair da comarca sem autorização judicial, reforçando o caráter preventivo das diligências para garantir a continuidade da investigação sem risco de obstrução.



