O candidato José Roberto Arruda (PSD), que disputa o Governo do Distrito Federal, reiterou durante carreata promovida nas regiões do Itapoã e Paranoá que, se eleito, implantará a Feira Definitiva nesses locais, além de concluir a construção da quarta ponte para interligar as áreas ao Plano Piloto, como parte de um conjunto de ações voltadas à mobilidade e à saúde pública.
Contexto Institucional e Desafios Judiciais da Candidatura
A apuração revela que Arruda fez declarações consistentes em três atos de campanha, destacando-se o compromisso de implementar o BRT interligando Itapoã e Paranoá ao Plano Piloto, com o objetivo de resolver problemas estruturais de trânsito nas regiões mencionadas.
O ex-governador enfrenta impasse jurídico: seu registro de candidatura foi suspenso pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) na última quinta-feira (3/9), e, embora tenha recorrido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na sexta-feira (4/9), ainda aguarda decisão sobre sua elegibilidade, com base em interpretações do relator Guilherme Pupe acerca das mudanças na Lei da Ficha Limpa de 2025.
Arruda afirmou que, se eleito, fará a Feira Definitiva do Itapoã e Paranoá — uma promessa central em sua agenda de desenvolvimento regional.
Repercussão Jurídica e Perspectivas para a Definição do Pleito Eleitoral
A defesa de Arruda sustenta que as alterações legislativas de 2025 na Lei da Ficha Limpa garantem sua elegibilidade, argumentando que o teto de 12 anos de inelegibilidade deve ser contado a partir da primeira condenação, ocorrida em junho de 2014, conforme alegam os advogados Francisco Emerenciano e Yully Carneiro de Alencar.
Enquanto o TSE analisa o recurso, o cenário eleitoral permanece incerto: Celina lidera com 36,5% das intenções de voto, seguido por Arruda com 20,7% e Grass com 13,8%, segundo dados recentes, o que reforça a importância da decisão judicial no desfecho da contenda.



