Em decisão inédita que redefine os contornos da crise institucional entre o Poder Judiciário e a Polícia Federal, o ministro André Mendonça, relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade 6.545, determinou nesta terça‑feira (8/9) o afastamento preventivo do diretor‑geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa, autorizando a abertura de investigações sobre a conduta dos referidos agentes, enquanto o presidente Lula segue agenda política no Piauí e o coordenador da campanha de Lula em São Paulo, Marco Aurélio Carvalho, defende a convocação do Conselho da República como resposta institucional.
Contexto Institucional e Histórico da Decisão
A determinação do ministro André Mendonça, relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade 6.545 do STF, representa a primeira vez que o Supremo Tribunal Federal adota afastamento preventivo de dirigentes da Polícia Federal em razão de alegações de conduta irregulares que envolveram atos supostamente ultrapassados das atribuições legais dos órgãos de segurança.
O afastamento abrange dois cargos estratégicos da instituição: o diretor‑geral Andrei Rodrigues, que assumiu a chefia da PF em março de 2023, e o diretor de Inteligência Policial Leandro Almada da Costa, responsável pela coordenação das operações de inteligência estratégica e monitoramento de ameaças à segurança nacional.
Essa medida se insere num cenário de crescente tensão entre o Judiciário e a Polícia Federal, marcada por denúncias de interceptações ilícitas, uso indevido de dados sensíveis e alegações de parcialidade nas investigações que tramitam perante o STF, culminando na necessidade de salvaguardar a imparcialidade do processo decisório.
O afastamento preventivo inclui o diretor‑geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial Leandro Almada da Costa.
Repercussão Jurídica e Estratégicas
A decisão foi recebida com satisfação por parte dos magistrados que consideram necessário restabelecer a credibilidade institucional diante das suspeitas de abuso de poder e excesso de competência dos agentes envolvidos; ao mesmo tempo, ministros do próprio STF apontaram que a abertura das investigações deverá observar rigoroso respeito ao devido processo legal e à proteção dos direitos processuais dos acusados.
O coordenador da campanha presidencial em São Paulo, Marco Aurélio Carvalho, defendeu publicamente que o presidente Lula deve acionar o Conselho da República para oferecer um mecanismo consultivo capaz de orientar as medidas corretivas necessárias à estabilidade institucional.



