No âmbito do debate legislativo que antecede as eleições presidenciais de 2026, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) evitou assumir postura definitiva sobre a proposta governamental de extinção da escala 6×1 de trabalho, optando por defender uma alternativa que autoriza a negociação direta entre trabalhador e empregador para a regulagem da jornada.
Contexto Institucional e Estratégia Política do Projeto de Lei
A apuração realizada pela reportagem constatou que, durante sessão ordinária no Senado Federal na terça-feira (1º de setembro), Flávio Bolsonaro reiterou sua posição de não escolher entre o fim da escala 6×1 e sua proposta alternativa, afirmando que ambas avançam de forma articulada rumo à ampliação da liberdade laboral. O parlamentar, filiado ao Partido Liberal (PL), destacou que a iniciativa permitiria ao trabalhador adequar sua carga horária às necessidades pessoais ou profissionais, seja para conciliar responsabilidades familiares ou para intensificar atividades econômicas, conforme declaração proferida em discurso no plenário.
Nos dias subsequentes, a proposta de revisão da jornada de trabalho, já em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, encontra-se em foco central das discussões pré-eleitorais, com votação técnica prevista para 2/9, exigindo 49 votos favoráveis dos 81 membros da comissão para avançar ao plenário.
O cenário político revela ainda que Flávio Bolsonaro, embora não seja titular da CCJ, está formalmente habilitado como suplente, o que lhe assegura direito a voto caso algum colega do PL ausente durante a sessão decisiva.
A proposta alternativa defendida por Flávio Bolsonaro prevê liberdade para o trabalhador negociar diretamente sua jornada com o patrão, rompendo com a rigidez da escala 6×1.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Legislativos
A expectativa institucional é de que a CCJ conclua a análise do mérito da proposta até a data marcada, com possibilidade de emendas que possam redefinir os parâmetros da flexibilização laboral prevista no texto original do governo Lula.
Enquanto isso, o Executivo federal mantém o foco na aprovação do fim da escala 6×1 antes das eleições, estratégia que busca consolidar ganhos sociais com base em um dos principais símbolos da agenda trabalhista do presidente Lula.
O s próximos passos incluem apreciação no plenário do Senado, onde a aprovação exigirá maioria qualificada de três quintos dos 81 senadores, além de eventual encaminhamento à Câmara dos Deputados para nova votação.



