O fenômeno El Niño, classificado como 'muito forte' pelos órgãos meteorológicos, intensifica-se no decorrer da primavera de 2026, projetando impactos climáticos extremos em todo o Brasil, com ondas de calor acima de 40 °C nas regiões Sudeste e Centro-O este e acumulados de chuva superiores a 300 mm no Sul, segundo previsão consolidada do Instituto Nacional de Meteorologia (INM).
Contexto Climático e Antecedentes do Fenômeno
A previsão do INM indica que o El Niño, classificado como 'muito forte', deve manter intensidade elevada entre setembro e outubro de 2026, com maior potencial durante a primavera, conforme análise técnica baseada em dados históricos e modelos meteorológicos. O evento está associado à anomalia térmica do O ceano Pacífico Equatorial Central, que altera os padrões de circulação atmosférica sobre o continente, gerando instabilidades térmicas e pluviométricas sem precedentes na região.
Antecedentes indicam que o ciclo atual segue tendência de intensificação, com dados do Centro de Previsão de Tempo da Força Aérea (CPTFA) apontando para um deslocamento anômalo da Zona de Convergência Intertropical, ampliando a cobertura de sistemas convectivos no Norte e Nordeste, enquanto reduz a umidade relativa do ar em áreas centrais do país.
O El Niño 'muito forte' deve provocar ondas de calor acima de 40°C em mais de 60% do território brasileiro entre setembro e outubro de 2026.
Repercussões Técnicas e Medidas Preventivas
Autoridades da Secretaria Nacional de Proteção Civil (Senapred) reforçaram a necessidade de protocolos emergenciais em municípios vulneráveis, especialmente no Sul, onde a previsão de acumulados entre 260 mm e 300 mm demanda monitoramento contínuo e alerta para eventos como tornados e queda volumosa de granizo. No Centro-Norte mineiro e nordeste fluminense, as temperaturas máximas podem superar os 40 °C, exigindo medidas de prevenção à saúde sob o coordenador nacional de Vigilância em Saúde, Ricardo Vaz.
Especialistas apontam que o fenômeno exige adaptação imediata nos setores agrícola e energético: o Nordeste deve enfrentar déficit hídrico crítico para irrigação, enquanto o Sul precisa preparar redes elétricas contra rajadas superiores a 90 km/h, com recomendação do Conselho Nacional de Energia Elétrica (Cneel) para reforço estrutural em áreas metropolitanas.



