Os democratas conquistaram a maioria na Câmara e no Senado nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, criando um cenário de governo dividido nos últimos anos do mandato de Donald Trump.
Segundo o colunista do CNN Money e sócio da BMJ Consultoria, José Pimenta, a nova configuração deve ampliar o controle legislativo sobre as decisões comerciais da Casa Branca.
Com o comando das comissões, os parlamentares poderão questionar novas tarifas, cobrar explicações sobre negociações e investigar decisões do governo.
Pimenta afirma que, se Trump implementar novas tarifas ou formar novas coalizões, os democratas tendem a questionar essas medidas com mais intensidade.
A resistência do partido às tarifas já havia se manifestado em julho de 2025, quando 11 senadores enviaram carta a Trump pedindo a reconsideração da tarifa de 50% contra o Brasil.
Na ocasião, os senadores classificaram a medida como um 'claro abuso de poder' e alertaram para o aumento de custos para famílias e empresas americanas.
Apesar da mudança, Trump mantém o poder de veto, o que dificulta a aprovação de iniciativas contrárias à sua agenda comercial.
O professor de Relações Internacionais do Ibmec-RJ, José Niemeyer, avalia que o presidente deve manter postura autônoma e assertiva nos temas internacionais.
Niemeyer considera que a pressão doméstica e a sucessão presidencial de 2028 podem levar Trump a uma postura mais negociadora até o final do mandato.



