Na manhã de quinta-feira (10), a Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou uma operação coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes contra a O rdem Tributária (DOT), com o objetivo de desarticular um esquema de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro no setor de sucatas, envolvendo movimentação superior a R$ 108 milhões e a criação de empresas de fachada para emitir notas fiscais fraudulentas.
Contexto Institucional e Estratégia Investigativa
A apuração revelou que o grupo criminoso constituiu uma estrutura empresarial fictícia no Distrito Federal, criada em julho de 2020, que emitiu 49 notas fiscais superiores a R$ 7 milhões em menos de 20 dias, destinadas a uma empresa de São Paulo, sem que a suposta fornecedora possuísse conta bancária ou apresentasse atividade econômica real, indicando a ausência de efetiva operação comercial e reforçando indícios de fraude fiscal.
Conforme o inquérito, as movimentações financeiras foram realizadas por meio de transferências milionárias entre entidades distintas, algumas controladas pelos mesmos sócios, com uso de holdings, empresas de locação e outras pessoas jurídicas para ocultar a origem dos recursos, configurando um esquema elaborado de dissimulação patrimonial e dificultação da identificação dos beneficiários finais.
Mais de R$ 108 milhões foram movimentados por um grupo que utilizava empresas fictícias para sonegar impostos e lavar dinheiro no setor de sucatas.
Repercussão Jurídica e Consequências do Mandado Judicial
A Justiça determinou o sequestro preventivo de bens, direitos e valores equivalentes a até R$ 56 milhões, abrangendo bloqueios em contas bancárias, investimentos, uma aeronave avaliada em R$ 8 milhões, seis veículos de luxo e um imóvel, medida visando preservar o patrimônio investigado e viabilizar a ressarcimento ao erário e recuperação de ativos ilícitos.
O grupo responde pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e falsidade ideológica, com penas que podem somar até 23 anos de prisão, conforme previsto nos artigos pertinentes do Código Penal e da Lei nº 7.454/86.
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