Na manhã de 29 de agosto, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodriguez, reafirmou que o país manterá a soberania sobre seus recursos de petróleo após a celebração de acordo com os Estados Unidos, contrariando declaração anterior do ex-presidente norte-americano Donald Trump, que havia anunciado controle majoritário sobre mais de 65 bilhões de barris de reservas comprovadas do setor venezuelano.
Contexto Institucional e Histórico da Negociação
A apuração jornalística constatou que o acordo, firmado sob a gestão do secretário de Estado Marco Rubio e do secretário de Defesa Pete Hegseth, prevê a transferência de gestão operacional das reservas petrolíferas venezuelanas para entidades norte-americanas, embora a soberania formal do país sobre os recursos naturais permaneça legalmente intacta, segundo o direito internacional reconhecido.
O s bastidores da negociação revelam que a iniciativa partiu da administração Trump com objetivo estratégico de ampliar o acesso americano ao petróleo latino-americano, em troca de alívio parcial das sanções econômicas impostas à Venezuela, enquanto Rodriguez enfatizou que o intuito central é transformar os recursos em instrumento de desenvolvimento social para a população local.
O acordo envolve o controle dos EUA sobre mais de 65 bilhões de barris de reservas comprovadas de petróleo da Venezuela.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
As declarações de Rodriguez foram rapidamente rebatidas por analistas jurídicos, que apontaram que a soberania sobre os recursos não se transfere meramente por acordos de cooperação operacional, exigindo ratificação do Parlamento venezuelano e respeito aos princípios da Convenção de Direito do Mar.
Enquanto Trump e seus aliados destacam a economia dos EUA com o acesso garantido às reservas, figuras como Rubio defendem que o modelo beneficia ambos os países, apesar da controvérsia sobre a validade da soberania compartilhada.



