Desde o início da guerra no O riente Médio, em 28 de fevereiro de 2026, o governo federal intensifica o monitoramento da volatilidade nos preços dos combustíveis, sobretudo diesel e gasolina, com a ANP registrando variações que atingem até 14,45% no caso do diesel S10, refletindo pressões inflacionárias que ameaçam a estabilidade econômica nacional.
Contexto Institucional e Evolução dos Preços dos Combustíveis
O levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), efetuado desde o início do conflito no O riente Médio, apura que a gasolina comum registrou aumento de 3,98% na revenda entre 28 de fevereiro e a semana encerrada em 12 de abril, passando de R$ 6,28 para R$ 6,53 por litro, enquanto o diesel S10 teve alta de 14,45%, com preço que subiu de R$ 6,03 para R$ 6,55.
Essa escalada ocorre em um cenário de tensão geopolítica prolongada, marcada pela interrupção de fornecimentos internacionais e aumento da demanda global, fatores que pressionam a equilíbrio do mercado interno. Apesar da queda de 12,74% no preço do etanol — único combustível com redução nesse período —, os demais derivados de petróleo mantêm trajetória inflacionária, com o diesel sendo o mais impactado devido à sua dependência de importações e papel estratégico no custo logístico brasileiro.
Enquanto o etanol registrou queda de 12,74%, o diesel S10 subiu 14,45%, evidenciando a assimetria nas pressões inflacionárias dos combustíveis dependentes do mercado internacional.
Repercussão Institucional e Estratégias de Contenção
Em resposta ao cenário adverso, o governo federal prorrogou por 60 dias a cobrança do imposto de 12% sobre exportação de petróleo e destinou R$ 6,6 bilhões via medida provisória publicada em 9 de abril para subsidiar importação e produção nacional de combustíveis, buscando conter a volatilidade sem distorcer os incentivos ao setor.
Especialistas como Carlos Eduardo O liveira Jr., presidente do Sindicato dos Economistas de São Paulo (Sindecon-SP), e Claudio Felisoni, professor da FIA Business School, alertam que os subsídios temporários não são suficientes para neutralizar os custos estruturais, especialmente por conta da dependência importadora do diesel e dos tributos sobre distribuição e margem de revenda.
O subsídio reduz parte do impacto, mas pode não compensar toda a elevação dos custos. O s dados da ANP mostram isso: enquanto o etanol caiu 12,74%, o diesel S10 subiu 14,45%, indicando que os combustíveis mais dependentes do mercado internacional continuam mais pressionados\[\] }]};}%}%}%}%}%}%}%}%}%}%}%}%}%}%}%}%}%}%}%}%}%}%}%}% }%



