O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu a uma taxa anualizada de 3,4% no terceiro trimestre, conforme estimativa preliminar divulgada pelo Bureau de Análise Econômica do Departamento de Comércio. O resultado ficou acima da projeção de 3,2% feita por economistas consultados pela Reuters, cujas estimativas variaram entre 1,0% e 4,2%.
O desempenho foi sustentado pelos gastos resilientes dos consumidores e pelos investimentos empresariais relacionados à inteligência artificial, que compensaram o impacto da alta nos preços do petróleo devido ao conflito no Oriente Médio. Os gastos do consumidor, que correspondem a mais de dois terços da economia norte-americana, avançaram 3,8% no período de julho a setembro.
O cenário de crescimento robusto contrasta com a avaliação negativa das famílias sobre a economia, refletida na baixa aprovação do presidente Donald Trump e na deterioração da confiança do consumidor. Os dados foram divulgados menos de uma semana antes das eleições legislativas de meio de mandato que definirão o controle do Congresso dos EUA.
O Federal Reserve manteve a taxa básica de juros na faixa de 3,75% a 4,00%, reconhecendo que a inflação continua elevada. Economistas esperam um aumento dos juros em dezembro, enquanto o presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmou que a atividade econômica se expande em ritmo forte e que os gastos domésticos permanecem resilientes apesar da incerteza geopolítica.
Alguns economistas apontam que o forte crescimento do PIB pode não refletir a verdadeira situação da economia devido ao predomínio dos gastos relacionados à IA. Investidores demonstram preocupação com os custos crescentes de projetos de longo prazo em inteligência artificial, cujo retorno é incerto, e empresas de tecnologia tomaram empréstimos vultosos para financiar esses gastos, representando um risco potencial de queda nos investimentos em equipamentos.



