O Ministério da Saúde confirmou dois casos de Febre do Nilo O cidental em Santa Catarina, dois em São Paulo e investiga a possibilidade de um terceiro caso no Piauí, consolidando um quadro de vigilância epidemiológica que aponta para a rareza da transmissão humana pela vírus no país, apesar da presença do vetor transmissor, o mosquito Culex, em ambiente natural.
Contexto Institucional e Epidemiológico da Vigilância Sanitária
A Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, em coordenação com os secretários estaduais e municipais, confirmou oficialmente a existência de quatro casos humanos de Febre do Nilo O cidental em duas unidades da federação – dois em Santa Catarina e dois em São Paulo – nos primeiros meses de 2026, além de abrir procedimento investigativo para avaliar a plausibilidade de um novo caso no Piauí, onde a notificação ainda não foi formalmente registrada. A apuração baseou-se em laudos laboratoriais que detectaram anticorpos específicos contra o vírus no soro sanguíneo dos pacientes, com histórico de viagem ou exposição a áreas endêmicas para mosquitos do gênero Culex, principal vetor da doença.
Nos últimos anos, o Brasil tem registrado um número muito reduzido de casos humanos de arboviroses semelhantes à Dengue ou Chikungunya, com a Febre do Nilo O cidental permanecendo como doença esporádica, sem transmissão sustentada entre indivíduos. O Ministério da Saúde mantém um sistema integrado de notificação compulsória e monitoramento laboratorial em parceria com os laboratórios oficiais de saúde estaduais, visando identificar rapidamente eventuais ciclos de transmissão e adotar medidas preventivas direcionadas às áreas com maior presença do vetor.



