A Justiça de São Paulo ordenou que a empresa Meta informe se mensagens trocadas em um grupo de WhatsApp sobre a atividade de jump rope foram excluídas pelos responsáveis pelo caso. O grupo havia sido criado com os clientes que participariam do salto no dia da morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, em 13 de junho, em Limeira, interior do estado. A solicitação inclui a preservação do histórico dessas conversas.
Além disso, a Justiça pediu esclarecimentos sobre a desativação da conta da empresa “Entre Cordas” no Instagram, responsável pela atividade. Segundo o processo, houve tentativa de reativar o perfil em 27 de outubro, a pedido da defesa de Evelyne dos Santos Gonçalves, apontada como administradora da página e ré no processo. No entanto, a reativação não foi possível devido à verificação em duas etapas.
A decisão também solicita, em caráter subsidiário, o número de telefone completo vinculado à verificação em duas etapas do perfil. A determinação foi dada em resposta à defesa de dois réus, que pediam o adiamento da audiência marcada para esta terça-feira (3) até que a Meta respondesse com os detalhes. O pedido foi indeferido e o interrogatório dos três réus está mantido para hoje.
Ao todo, quatro pessoas respondem por homicídio qualificado com dolo eventual: Luís Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves, todos instrutores da atividade, e Evelyne dos Santos Gonçalves, responsável pela Entre Cordas, que responde também por fraude processual. Segundo a última atualização do processo, 22 testemunhas já foram ouvidas. Na audiência desta terça devem ser ouvidos os réus Luís Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves.
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após ser lançada sem corda em um salto de jump rope no dia 13 de junho deste ano em Limeira. Pessoas que estavam no local filmaram o momento em que a jovem é jogada de uma altura de cerca de 40 metros sem o equipamento de segurança adequado. A CNN Brasil entrou em contato com a Meta e com a defesa dos réus, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.



