Na madrugada de sexta-feira (21/8), Eduardo Santos Alves, 24 anos, morreu após ser baleado na cabeça ao tentar proteger sua namorada durante um assalto à moto na Rua Antônio Garcia Moya, no bairro do Campo Limpo, em São Paulo; a vítima foi levada ao Hospital Municipal Doutor Fernando Mauro Pires da Rocha, onde permaneceu internada até o óbito no dia 24/8, consolidando o caso como latrocínio.
Apuração Criminal e Antecedentes do Fato
De acordo com laudo pericial preliminar divulgado pela Polícia Civil, o crime ocorreu por volta das 2h45, quando o casal, após participar de uma festa em local fechado, seguia em caminhada de volta ao imóvel quando foi surpreendido por dois indivíduos em uma motocicleta que anunciaram intenção de roubo; a namorada, identificada como Laura Ribeiro, de 23 anos, foi abordada e teve seu celular subtraído, enquanto Alves reagiu imediatamente tentando intervir.
Testemunhas presenciais e registros de imagens de câmeras de segurança da região confirmam que a vítima chegou a derrubar um dos assaltantes durante a luta corpórea, mas foi atingida por disparo à queima-roupa na região da cabeça, com a bala lodada posteriormente abaixo do olho direito, conforme constatação do corpo pericial no Instituto Médico Legal.
O latrocínio vitimou Eduardo Santos Alves, cuja morte deixou uma bala alojada permanentemente abaixo do olho direito, evidenciando a brutalidade do ataque.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Legais
A Polícia Civil assumiu o inquérito sob responsabilidade do 37º Distrito Policial (DP), que intensificou as diligências para identificar os dois suspeitos ainda não localizados e ouvir testemunhas que acompanhavam o casal no momento do crime.
O Ministério Público do Estado de São Paulo comunicou que acompanha o caso com prioridade, ressaltando a necessidade de apuração rigorosa para responsabilização dos autores perante o artigo 157 do Código Penal, que tipifica o latrocínio com pena de reclusão de 12 a 30 anos.



