A Moura Dubeux Engenharia registrou consumo de caixa de R$ 170 milhões no terceiro trimestre, conforme prévia operacional divulgada nesta quinta-feira (8), impulsionado pelo desembolso de R$ 97 milhões destinado à aquisição de terreno em Salvador, enquanto as vendas líquidas caíram 21,5%, totalizando R$ 841,5 milhões.
Contexto O peracional e Indicadores Financeiros do Trimestre
A análise da prévia trimestral revela que o expressivo consumo de caixa, superavitivo em R$ 97 milhões referentes à compra de solo em Salvador, distorce indicadores padrão de liquidez, já que, descontado esse investimento estratégico, o fluxo de caixa operacional efetivo seria de R$ 73 milhões, sinalizando maior sustentabilidade financeira imediata.
O desempenho comercial reflete uma retração de 21,5% nas vendas líquidas para R$ 841,5 milhões e redução de 2,7% no volume de unidades vendidas, totalizando 1.253 imóveis, em um cenário marcado pela elevação de lançamentos em 8,3% na mesma base comparativa anual, atingindo R$ 1,63 bilhão.
O consumo de caixa de R$ 170 milhões no trimestre representa mais da metade do faturamento operacional da empresa com vendas líquidas recuadas em 21,5%.
Repercussão Institucional e Perspectivas Estratégicas
A diretoria da Moura Dubeux justificou o desembolso em Salvador como investimento estruturante para expansão geográfica e incremento do VGV potencial, ao mesmo tempo em que asseverou comprometimento com a geração de caixa e controle rigoroso de despesas não operacionais.
Com o VGV bruto potencial de cerca de R$ 11,4 bilhões distribuídos em 60 terrenos encerados no trimestre, a empresa sinaliza preparação para retomada acelerada de lançamentos nos próximos trimestres, dependendo da consolidação do mercado imobiliário e da estabilidade macroeconômica.



