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Política

Ex-deputado estadual preso por fuzil mantém segundo maior voto RJ

PorFelipe SalgadoVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 20:36
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Ex-deputado estadual preso por fuzil mantém segundo maior voto RJ
Fatos Rápidos da Notícia
  • Márcio Canella, presidente estadual do União Brasil no Rio de Janeiro, foi o segundo deputado estadual mais votado no estado com 197.178 votos
  • Canella foi preso em flagrante pela Polícia Federal em julho de 2026 durante a Operação Unha e Carne, quando agentes encontraram um fuzil de uso restrito em seu veículo
  • O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) liberou sua candidatura apesar do pedido de indeferimento da Procuradoria Regional Eleitoral, permitindo que ele garantisse seu quarto mandato consecutivo na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro
Resumo Editorial

O ex-deputado federal Márcio Canella, segundo mais votado da história do Rio com 197.178 votos, enfrenta prisão por porte ilegal de fuzil e desafia a Justiça Eleitoral em plena campanha para quarto mandato consecutivo.

Márcio Canella, presidente estadual do União Brasil no Rio de Janeiro e segundo deputado estadual mais votado da história do estado com 197.178 sufrágios, foi preso em flagrante pela Polícia Federal em julho de 2026 durante a O peração Unha e Carne, quando agentes apreenderam um fuzil de uso restrito em seu veículo, fato que gerou pedido de indeferimento de sua candidatura pela Procuradoria Regional Eleitoral e culminou na defesa da Justiça Eleitoral para que garantisse seu quarto mandato consecutivo na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

Contexto Institucional e Antecedentes da Apuração

A investigação da Polícia Federal, coordenada pela 6ª Vara da República Federal do Rio de Janeiro, revelou que o parlamentar havia mantido vínculos estruturais com organizações criminosas da Baixada Fluminense, incluindo a nomeação de aliados com histórico de ligação à milícia e chefes de organizações paramilitares para cargos públicos, conforme constatado no inquérito que tramita sob sigilo judicial.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) optou por liberar sua candidatura após análise jurídica que considerou a ausência de condennações criminais definitivas e a regularidade formal do processo eleitoral, ignorando o pedido de indeferimento apresentado pela Procuradoria Regional Eleitoral com base na prisão em flagrante e nas suspeitas de conexão com o crime organizado.

Ponto de Destaque

Márcio Canella garantiu 197.178 votos, superando todos os demais candidatos estaduais exceto o líder histórico do PSDB na mesma unidade federativa.

Repercussão Política e Desdobramentos Imediatos

A decisão do TRE-RJ gerou forte reação de setores da sociedade civil e do Ministério Público Federal, que questionaram a compatibilidade entre a manutenção de um candidato sob investigação por posse ilegal de arma restrita e condutas que, segundo relatório da PF, teriam favorecido a atuação de estruturas criminosas nos bastiões políticos locais.

Especialistas em direito eleitoral apontam que a situação pode abrir precedente para futuras candidaturas submetidas a investigações criminais em instâncias semelhantes, exigindo maior rigor da Justiça Eleitoral na análise do caráter definitivo das sanções penais e na interpretação do princípio da irretroatividade das penalidades.

Atenção / Ponto Crítico
A Justiça Eleitoral deve definir em sentença definitiva até 30 dias após a publicação da decisão para evitar suspensão automática da diplomação caso haja recurso ou novo elemento probatório.

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