O julgamento de Fernando Sastre Filho, motorista do Porsche azul que causou a morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, em 2024, na Zona Leste de São Paulo, continua nesta quinta-feira (29). A sessão acontece no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste da capital.
De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), o júri está na fase de oitiva das testemunhas. Nessa etapa, as testemunhas prestam depoimento para esclarecer os fatos relacionados ao processo, contribuindo para a análise dos jurados.
O caso que levou o empresário a julgamento ocorreu na madrugada de 31 de março de 2024, domingo de Páscoa, na Avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo.
Fernando Sastre Filho dirigia o Porsche que atingiu a traseira do Renault Sandero conduzido pelo motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, a cerca de 156 km/h. O limite de velocidade na via é de 50 km/h. O empresário está preso preventivamente desde maio de 2024.
Sastre responde por homicídio qualificado por perigo comum, com dolo eventual, e lesão corporal grave. A segunda acusação se refere aos ferimentos sofridos pelo estudante Marcus Vinicius Machado, amigo do empresário, que estava no banco traseiro do carro de luxo.
Caso seja condenado pelos crimes, Fernando Sastre Filho poderá receber uma pena que, somada, ultrapassa 30 anos de prisão.
Em contato com a CNN Brasil, a defesa de Sastre afirmou que a expectativa é de “um julgamento justo, com a desclassificação para uma conduta culposa, na modalidade da imprudência”.
PM viraram réus no caso
Os policiais militares que liberaram Fernado Sastre tornaram-se réus na Justiça Militar do Estado de São Paulo. Daisy Aparecida Cardoso Romão e Thiago Silva Batista foram denunciados por liberarem Fernando Sastre sem a realização do teste de bafômetro.
Segundo a denúncia, a dupla cometeu crimes de inobservância de lei, regulamento ou instrução, na modalidade de tolerância
"Quanto aos próximos atos processuais, estes serão praticados de acordo com o rito legal aplicável e com o regular andamento da ação penal", se manifestou o Tribunal, por meio de nota.
De acordo com as últimas movimentações do processo de Sastre, Daisy pediu para não comparecer ao julgamento desta manhã. No entanto, o pedido foi indeferido.
"A requerente atuou diretamente no atendimento inicial da ocorrência e esteve no local dos fatos logo após a colisão, de modo que seu relato é relevante para a formação da convicção dos jurados", destaca a decisão.
*Com informações de Vitor Bontes



