No Distrito Federal, a Subsecretaria de Saúde Mental da SES-DF confirmou o segundo caso de internação involuntária, desta vez envolvendo um idoso de 72 anos em situação de rua e usuário crônico de álcool, evidenciando a complexidade do cuidado à saúde mental e a necessidade de intervenções estratégicas diante da vulnerabilidade social.
Contexto Institucional e Procedimental da Internação Compulsória
A apuração revelou que, diferentemente do primeiro caso — registrado no domingo, 23 de agosto, com um homem de 31 anos que tentou invadir uma linha do Metrô —, o novo paciente apresenta perfil distinto: idoso, em situação de rua prolongada e historicamente dependente de álcool, sem evidências de comportamento agitado ou risco iminente à integridade física ou à ordem pública.
O procedimento foi acionado pela comunidade após constatação de grave negligência, com o indivíduo encontrado desacompanhado sob uma árvore, em estado que, embora não violento, demandava atenção especializada por sua condição de vulnerabilidade e uso crônico de substâncias, conforme relatado pela subsecretária Fernanda Falcomer.
O DF registra dois casos de internação involuntária em menos de dois meses, com foco na população idosa e em situação de rua.
Repercussão Técnica e Desafios na Aplicação do Protocolo
A PCDF já havia solicitado a internação do morador Celso Pinheiro, 41 anos, após ele chutar uma criança, mas o caso foi indeferido pela SES-DF por não atender aos critérios previstos no protocolo de internação compulsória humanizada, que exige risco concreto ou incapacidade comprovada para o exercício da liberdade.
Especialistas apontam que a demora na formalização das medidas e a ausência de indicadores claros para identificar critérios subjetivos têm dificultado a efetividade das ações, gerando debate sobre a necessidade de revisão dos parâmetros legais e operacionais.



