Em 20 de abril de 2024, Julia Rimoli Bossoni, 28 anos, sofreu um traumatismo craniano grave durante o percurso da montanha-russa Montezum no Hopi Hari, localizado em Vinhedo (SP), deixando sequelas neurológicas catastróficas com paralisia parcial do lado esquerdo do corpo e comprometimento significativo da fala.
Investigação Técnica e Apuração das Circunstâncias do Acidente
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Polícia Civil de Campinas e Vinhedo iniciaram inquérito formal para apurar as condições que culminaram no acidente com a vítima, requerendo perícia técnica no carrinho da Montezum, laudo de corpo de delito e acesso integral aos prontuários médicos dos hospitais que a atenderam — Santa Casa de Vinhedo e instituição privada em Londrina (PR) — além de informações sobre o sistema de captação de imagens da atração. O s laudos médicos anexados ao inquérito descartam malformação arteriovenosa congênita e AVC espontâneo como causas independentes do trauma, vinculando o quadro exclusivamente ao impacto físico sofrido durante o trajeto.
Antecedentes indicam que Julia, originária do Paraná, encontrava-se no parque acompanhada do marido, João Pedro Bossoni Dionisio, 26 anos, quando realizaram a segunda passagem pela atração por volta das 16h30. O relato do cônjuge à Polícia Civil descreve forte solavancos durante o percurso, culminando com a desacordação e convulsão da jovem na estação, sendo o primeiro atendimento prestado no ambulatório do próprio parque antes da transferência emergencial em ambulância para a unidade hospitalar.
A vítima permanece com comprometimento neurológico grave, incluindo perda de movimentos no lado esquerdo do corpo e limitação significativa da fala, após 60 dias de UTI e tratamento especializado.
Repercussão Legal e Desdobramentos do Inquérito
O Hopi Hari informou que a Montezum possui certificação internacional de segurança emitida pelo TÜV Nord e segue rigorosamente as normas ABNT, com manutenções preventivas diárias das estruturas mecânicas e elétricas, incluindo verificação de trilhos, travas de segurança e sistemas de frenagem. O parque afirmou ainda que as avaliações técnicas do Ministério Público reconheceram regularidade no funcionamento da atração sob a ótica da segurança coletiva, sem indícios de defeito projetual ou risco sistêmico.
As próximas etapas do inquérito incluem a análise dos laudos periciais técnicos, o exame dos registros de imagens capturadas pela atração e a avaliação das medidas adotadas pela empresa em resposta ao incidente. A família já acionou canais jurídicos para garantir responsabilização caso haja comprovação de falha operacional ou descumprimento de normas de segurança.



