Na manhã de 1º de agosto, a Polícia Federal realizou operação de busca e apreensão na residência do ex-secretário da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas, coronel Vinicius Almeida, apreendendo R$ 100 mil em espécie, placas de identificação de viaturas da SSP-AM, veículos e materiais de campanha eleitoral, em investigação que apura suposta utilização da estrutura da pasta para a compra de votos nas eleições proporcionais.
Contexto Institucional e Investigação Preliminar
A operação policial, coordenada pela Diretoria de Atividades Policiais (DAP) da PF, ocorreu em um contexto de suspeita de desvio de recursos públicos e uso indevido da estrutura institucional da SSP-AM para fins eleitorais, com foco no ex-secretário que ocupou o cargo até março deste ano e mantém vínculos políticos como candidato a deputado estadual pelo Podemos; o material apreendido, incluindo uma planilha com dados de 100 pessoas e valores de R$ 100 cada, reforça indícios de movimentação financeira estruturada vinculada à compra de sufrágio.
O inquérito policial foi instaurado após denúncia preliminar encaminhada à PF pelo Ministério Público Eleitoral, que observou anomalias nos gastos de campanha e no uso indevido do sistema público para atividades partidárias, culminando na autorização judicial para diligências na residência do ex-secretário e na sede da SSP-AM.
Foram apreendidos R$ 100 mil em espécie e uma planilha com dados de 100 pessoas, indicativos de esquema estruturado de compra de votos.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos Imediatos
A dispensação dos servidores lotados na SSP-AM e a suspensão temporária dos serviços públicos essenciais — como emissão de carteira de identidade — foram determinadas pela chefia da pasta como medida cautelar para preservação da continuidade das investigações sem obstrução institucional ou risco à ordem pública; o assessoria do ex-secretário declarou que o montante apreendido corresponde a reservas pessoais declaradas no Imposto de Renda e destinadas a viagem previamente planejada, sem vínculo com campanha eleitoral.
A Justiça Eleitoral e o Ministério Público Federal foram acionados para avaliação das irregularidades apuradas, enquanto a SSP-AM permanece sob intervenção técnica interina, com risco de sanções administrativas mais amplas caso sejam confirmados indícios de abuso de poder político ou uso ilícito do orçamento público.



