Na manhã de segunda-feira, 31 de março, a Meta Platforms removeu dezenas de anúncios vinculados a campanhas que empregavam conteúdo sexualmente explícito para induzir usuários a baixarem o aplicativo Movexa. Apk, um software malicioso desenvolvido para subtrair credenciais bancárias e esvaziar contas digitais, conforme alerta emitido pelo governo da Índia.
Contexto Institucional e Apuração das Práticas Fraudulentas
A remoção dos anúncios – identificados sob os nomes "Night Play" e "Kyss" – ocorreu após notificação da Reuters que constatou a persistência de ao menos 39 peças publicitárias ainda ativas após o aviso oficial da Índia, que monitorava padrões de comportamento fraudulento na plataforma.
Segundo dados do governo indiano, as fraudes cibernéticas registraram perdas aproximadas de US$ 2,4 bilhões em 2025, impulsionadas pela crescente adoção de pagamentos digitais e pela sofisticação de esquemas que disfarçam aplicativos Android maliciosos como conteúdos pornográficos, configurando risco sistêmico ao ecossistema financeiro digital.
A Meta removeu anúncios que geravam até 10% da receita projetada para 2024, equivalente a cerca de US$ 16 bilhões, segundo relatório da Reuters.
Repercussão Jurídica e Estratégias de Mitigação
A Meta comunicou que acionou seus protocolos internos de revisão de conteúdo e coopera com autoridades reguladoras para investigar a origem das campanhas, reiterando seu compromisso com as políticas que vedam nudez adulta e práticas enganosas, conforme estabelecido em seus diretrizes globais de publicidade.
Especialistas apontam que a ação da Índia reforça a necessidade de maior vigilância por parte das plataformas digitais no combate a aplicativos fraudulentos distribuídos por canais não oficiais, além de estimular diálogo entre governos e setor tecnológico para aprimorar mecanismos de detecção precoce.



