Na tarde de quarta-feira (16/9), o Distrito Federal enfrentou um temporal de intensidade excepcional, marcado por rajadas de vento que atingiram 84,24 km/h na estação meteorológica do Gama, segundo registros do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), tornando-se o maior valor registrado durante o evento. O fenômeno provocou estragos generalizados em diversas regiões do DF, com queda de árvores, postes, muros e destelhamentos, enquanto a Defesa Civil avalia os prejuízos com apoio da Neoenergia para restabelecer a energia elétrica aos afetados.
Contexto Meteorológico e Registro Técnico dos Eventos Climáticos
O Inmet documentou, em relatório técnico preliminar, que o pico de 84,24 km/h ocorreu no Gama às 16h37, superando amplamente os limites históricos da região para o período, com ventos acima de 35 km/h registrados em Planaltina (35,3 km/h), Paranoá (33,5 km/h), Brazlândia (27,72 km/h) e Plano Piloto (27,33 km/h). A mesma estação acumulou 24,8 milímetros de precipitação, sendo o maior volume registrado entre as quatro estações citadas, enquanto Plano Piloto e Paranoá não registraram precipitação acumulada. As condições extremas foram parte de um sistema meteorológico associado ao fronte fria que cruzou o Centro-O este brasileiro no dia.
Nos dias subsequentes ao pico da rajada, equipes da Defesa Civil iniciaram vistorias sistemáticas nos bairros mais críticos, coordenadas pela administração regional de Arapoanga, onde postes caídos na DF-130 e residências danificadas no Nova e arredores mobilizaram 11 pessoas em abrigamento emergencial. O coordenador regional Sérgio Araújo confirmou a atuação contínua da corporação desde a tarde de quarta-feira, com ênfase na verificação de riscos residuais em estruturas comprometidas.
A rajada de 84,24 km/h no Gama representou o maior valor registrado pelo Inmet durante o temporal do DF em 16/9.
Repercussão Institucional e Desdobramentos O peracionais
A governadora Celina Leão sobrevoou áreas críticas em Arapoanga na manhã de quinta-feira (17/9), acompanhada de representantes da Defesa Civil e da Neoenergia, para avaliar os estragos e coordenar ações emergenciais. A empresa informou que o efetivo de eletricistas foi dobrado e está realizando reconstrução gradativa da rede elétrica, com prioridade para áreas onde a habitação está comprometida. A Defesa Civil mantém monitoramento constante dos pontos críticos, especialmente em locais com árvores de grande porte ou estruturas em risco devido ao solo saturado.
Ainda segundo o CBMDF, eucaliptos centenários caíram sobre residências e linhas de alta tensão na tarde de quarta-feira, com uma edificação totalmente inabilitada por conta dos impactos diretos. A corporação alerta para a persistência do risco de novos desabamentos em decorrência das condições climáticas instáveis e da possibilidade de novas rajadas intensas.



