Silvio Barsetti, veterano do jornalismo esportivo que dedou seis décadas à cobertura de grandes eventos e atletas brasileiros, faleceu em 13 de março de 2024, aos 61 anos, em decorrência de um câncer de pele diagnosticado na fase avançada, conforme confirmado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O minuto de silêncio em sua homenagem será observado antes do início da partida entre Brasil e Argentina, programada para a mesma data, como gesto institucional de pesar por sua trajetória consolidada na comunicação esportiva.
Trajetória Profissional e Contexto da Perda
A apuração realizada pela reportagem junto à CBF e ao setor de comunicação esportiva confirmou que Silvio Barsetti, jornalista renomado desde 1988, vinha exercendo suas funções na entidade desde 2023 após passagens marcantes pelo Jornal dos Sports, Jornal do Brasil, O Dia e, sobretudo, pelo entre 1995 e 2015, onde cobriu o esporte com rigor analítico e elegância literária; sua morte prematura, causada por um carcinoma cutâneo de alto risco não diagnosticado a tempo, abala um ramo fundamental da imprensa esportiva nacional, cujos profissionais moldaram a narrativa das grandes competições com precisão e paixão.
Nos últimos anos, Barsetti manteve atuação ativa na CBF como responsável pela comunicação institucional e produção audiovisual, contribuindo para a modernização das transmissões e matérias de perfil histórico que enriqueceram o legado da entecha verde e amarela; sua ausência deixa um vazio técnico e afetivo em uma categoria profissional que reconhece nele um dos últimos expoentes da tradição jornalística esportiva brasileira.
Jornalista com quase quatro décadas de experiência em grandes veículos impressos, Silvio Barsetti construiu uma carreira marcada por reportagens históricas e livros que documentaram a paixão pelo futebol brasileiro.
Repercussão Imediata e Perspectivas Futuras
Fabio Seixas, diretor de Comunicação da CBF, declarou publicamente seu pesar ao destacar a qualidade exemplar do trabalho de Barsetti, descrevendo-o como 'primoroso, divertido, ácido, perspicaz' e ressaltando que 'todos aprenderam muito' com sua dedicação incansável até a semana anterior à sua morte.
Espera-se que o minuto de silêncio durante o clássico Brasil-Argentina se transforme em marco simbólico para a reflexão sobre saúde ocupacional no jornalismo esportivo, enquanto a CBF deve definir procedimentos formais para o velório e enterro do profissional em cerimônia reservada às famílias próximas e colegiados do setor.



