Na semana que antecede o primeiro turno das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou que a proibição das apostas esportivas de quota fixa e o reajuste do Bolsa Família não obedecem a estratégias eleitorais, mas sim ao compromisso de proteger o poder de compra das famílias brasileiras e conter o endividamento exacerbado.
Contexto Institucional e Antecedentes da Decisão
O governo federal publicou em 25 de setembro uma medida provisória que suspendeu definitivamente a oferta, a intermediação e a publicidade das apostas de quota fixa no território nacional, em resposta ao diagnóstico de que tais atividades têm contribuído para o agravamento do sobreendividamento familiar e para a exclusão social.
As declarações do presidente, proferidas durante entrevista ao Flow Podcast, destacam que a decisão foi tomada após constatação de que pessoas próximas a ele teriam visto seus recursos destinados à subsistência — como alimentação, educação e saúde — serem dilapidadas em apostas, configurando uma ameaça direta à estabilidade econômica dos lares de baixa renda.
A proibição das bets visa impedir que o dinheiro destinado à compra de pão, leite e feijão das famílias pobres seja utilizado para apostas que empobrecem os lares brasileiros.
Repercussão Política e Consequências Jurídicas
O reajuste do Bolsa Família, equivalente a 15,04%, elevou o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691 e o valor médio estimado de R$ 675 para R$ 777, com base em reposição inflacionária calculada a partir do INPC entre março de 2023 e agosto de 2026, conforme informou Lula, reforçando a narrativa de que o ajuste orçamentário permitiu ampliar os recursos sociais sem desequilíbrio fiscal.
A decisão foi alvo de acusações de candidatos como Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Flávio Bolsonaro, quienes classificaram as medidas como eleitoreiras ou desesperadas, enquanto Lula reiterou que não há evidência de vínculo entre as ações e o pleito eleitoral, enfatizando que 'não há nenhuma prova de que isso me deu voto até agora'.



