A divisão agrícola da Bayer, conhecida como CropScience, obteve receita de 3,884 bilhões de euros no terceiro trimestre de 2026. Em valores nominais, o montante permaneceu praticamente estável em relação ao mesmo período do ano anterior, mas apresentou recuo de 2,4% após a correção por efeitos cambiais e de portfólio.
O desempenho financeiro foi pressionado por impactos regulatórios e condições climáticas adversas registrados na Europa, Oriente Médio, África e Ásia-Pacífico. Por outro lado, a América Latina contribuiu positivamente com o crescimento na demanda por sementes de milho e soja voltadas à safra de verão.
A rentabilidade da divisão sofreu uma deterioração expressiva, com o Ebitda antes de itens especiais caindo 41,3% na comparação anual, totalizando 101 milhões de euros. A margem recuou 1,9 ponto percentual, chegando a 2,6%.
A companhia atribui a queda ao aumento do custo dos produtos vendidos e ao crescimento das despesas comerciais. A Bayer ressalta que o terceiro trimestre é tradicionalmente o período de menor contribuição para o resultado anual da divisão devido à sazonalidade do negócio.
No segmento de sementes, o negócio de soja apresentou o melhor desempenho com alta de 4,5% nas vendas ajustadas. Já as sementes e características de milho ficaram praticamente estáveis, com recuo de apenas 0,1%. Por outro lado, fungicidas e herbicidas, excluindo o glifosato, registraram quedas de 8,6% cada.



