O médico sanitarista Paulo Roberto Teixeira, 82 anos, faleceu em 19 de março de 2024, deixando um legado marcado pela consolidação de políticas públicas que garantiram acesso universal e gratuito a antirretrovirais no SUS e pela liderança global na resposta à epidemia de HIV/aids.
Trajetória Profissional e Contribuições Estratégicas na Saúde Pública
O falecimento do médico sanitarista Paulo Roberto Teixeira, ocorrido em 19 de março de 2024, constata-se como perda irreparável para a saúde pública brasileira, em especial para o combate à epidemia de HIV/aids, doença que, desde os anos 1980, demandou respostas estruturadas e inovadoras por parte do Estado.
Entre 1996 e 2003, como ex-diretor do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, Teixeira consolidou a implementação do modelo de assistência integral que assegurou o fornecimento gratuito de antirretrovirais pelo Sistema Único de Saúde (SUS), estabelecendo precedentes internacionais que influenciaram políticas em países em desenvolvimento.
Paulo Roberto Teixeira foi fundamental para garantir o acesso universal gratuito a antirretrovirais no SUS e liderou a Iniciativa 3×5 da O MS, que visou atender 3 milhões de pessoas em países em desenvolvimento até 2005
Repercussão Institucional e Legado na Política de Saúde
A morte do profissional foi imediatamente reconhecida por instituições públicas e organizações da sociedade civil como um fato de grande relevância para a saúde pública, com manifestações da Fiocruz, da ANVISA e da Comissão Nacional de DST/Aids, que destacaram sua trajetória técnica e ética na formulação de políticas baseadas em direitos humanos.
O legado de Teixeira permanece vivo nas diretrizes atuais do SUS, especialmente no programa 'Brasil Sem AIDS', que busca ampliar o rastreamento precoce e manter o fornecimento sustentável dos medicamentos antirretrovirais.


