O ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Coronel Antônio Carlos Nunes, faleceu no dia 13 aos 87 anos, em decorrência de complicações decorrentes de uma cirurgia realizada na cabeça, conforme informou o núcleo de suporte médico da instituição.
Contexto Institucional e Histórico da Trajetória Esportiva
A trajetória do Coronel Antônio Carlos Nunes à frente da CBF abrange dois mandatos entre 2017 e 2019, período em que assumiu interinamente após a suspensão de Marco Polo Del Nero pela FIFA, e posteriormente consolidou seu comando até 2019, tendo retornado ao cargo em junho de 2021 após o afastamento temporário de Rogério Caboclo por 30 dias, evidenciando sua centralidade no cenário administrativo do futebol brasileiro.
Antecedentemente, Nunes exerceu a presidência da Federação Paraense de Futebol por quase duas décadas, consolidando influência regional que repercutiu no âmbito nacional, embora sua gestão na CBF tenha sido marcada por decisões polêmicas, como o vote que favoreceu Marrocos como sede da Copa do Mundo de 2026 em oposição à proposta da Conmebol e dos Estados Unidos, Canadá e México.
Nunes foi o único presidente da CBF a votar contra a candidatura vencedora dos Estados Unidos, Canadá e México para a Copa do Mundo de 2026.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos Institucionais
A morte do Coronel Nunes desencadeou manifestações imediatas de autoridades esportivas, com o presidente da CBF interino, Márcio Caboclo, declarando luto oficial e destacando sua contribuição à estrutura do futebol nacional mesmo em meio a controvérsias.
Especialistas jurídicos apontam que o processo em curso envolvendo Ednaldo Rodrigues pode gerar novas investigações sobre a validade de atos assinados por Nunes durante sua gestão, especialmente diante das suspeitas de falsificação de assinatura e questionamento sobre sua capacidade cognitiva.



