Na manhã de quinta-feira (1º/10), agentes da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) concluíram a O peração Acompanhamento Final, desmantelando uma rede logística que transportava mais de R$ 4 milhões em drogas — incluindo 160 kg de cocaína pura, 15 kg de skunk e 700 comprimidos de Rohypnol — rumo à capital federal a partir de Cuiabá (MT), com destino ao Recanto das Emas, onde a carga seria fracionada e distribuída em redes clandestinas.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
O s trabalhos da 32ª Delegacia de Polícia (Samambaia Sul), coordenados pela Seção de Repressão às Drogas (SRD), revelaram que a apreensão ocorreu após monitoramento contínuo de uma rota traficantil que atravessava cinco estados brasileiros, com abastecimento logístico estruturado por meio de veículos de grande porte e apoio de apoio em cidades estratégicas do interior.
A identificação da chamada 'marca do golfinho', selo distintivo das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), foi fundamental para confirmar a origem do entorpecente, que atingia mais de 90% de pureza, conforme constatado por laudos periciais da PCDF, reforçando o papel das Farc no fornecimento estratégico de drogas para o mercado consumidor brasileiro.
Mais de R$ 4 milhões em drogas, incluindo 160 kg de cocaína pura e 700 comprimidos de Rohypnol, foram apreendidos em operação coordenada pela Polícia Civil do Distrito Federal.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
A PCDF informou que os dois suspeitos, identificados como integrantes da rede logística da Farc, foram autuados em flagrante e respondem por crimes que somam penas que ultrapassam 30 anos de reclusão, com possibilidade de aplicação de regime inicial fechado devido à gravidade das infrações e ao uso documentado de armamento não registrado.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública destacou a operação como marco no combate ao tráfico transnacional, ressaltando a necessidade de fortalecimento das inteligências policiais para rastrear cadeias de financiamento e distribuição internacionalizadas.



