Na terça-feira (13), Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal à Presidência da República, posicionou-se publicamente a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa abolir a jornada de trabalho 6x1, durante discurso que evidenciou sua estratégia política diante da iminente votação da matéria no Senado Federal, previsto para quarta-feira (14).
Contexto Institucional e Antecedentes da PEC do Fim da Jornada 6x1
A decisão de Flávio Bolsonaro, antes mantida em sigilo nos bastidores do PL, foi confirmada por meio de declaração direta à imprensa após o partido reconhecer que sua posição anterior poderia comprometer sua viabilidade eleitoral perante o eleitorado trabalhador, especialmente em regiões onde a demanda por redução da carga horária é prioridade.
A PEC, que tramita em caráter emergencial no Senado sob a coordenação da Comissão de Constituição e Justiça, busca transformar a jornada 6x1 em 5x2, com a previsão de compensação financeira integral por parte do governo federal caso seja aprovada em segundo turno ainda nesta semana.
A PEC que abole a jornada 6x1 terá votação em segundo turno ainda esta semana, segundo o Palácio do Planalto.
Repercussão Política e Desafios na Tramitação Legislativa
A campanha de Flávio Bolsonaro assumiu o risco ao declarar apoio à PEC, reconhecendo que a decisão pode gerar desgaste interno no PL e perdas de apoio entre setores tradicionais do partido, mas justifica a postura com base na 'vontade popular' identificada nas pesquisas eleitorais.
O governo federal já sinaliza disposição para arcar com os custos associados à alteração da jornada, incluindo eventuais compensações salariais e ajustes orçamentários necessários para viabilizar a transição sem impactos sociais significativos.



