No âmbito do Colégio Cívico-Militar Ético Veríssimo, em Cambé, no norte do Paraná, alunas do ensino fundamental identificaram, na segunda-feira (19/10), a existência de uma câmera escondida na parede do banheiro feminino, equipamento este que, segundo relatos, vinha sendo instalado indevidamente há três anos sem qualquer transparência com a comunidade escolar.
Contexto Institucional e Investigação Preliminar
A descoberta gerou comoção imediata entre os estudantes e familiares, após a aluna que percebeu o aparelho — com luz vermelha visível — ter acionado o sistema de denúncia da direção; o Núcleo Regional de Educação (NRE) de Londrina confirmou a presença do equipamento e informou que foi retirado após a formalização da denúncia, em conformidade com a proibição geral de câmeras em ambientes íntimos de instituições de ensino.
O afastamento da direção foi determinado pela Secretaria de Estado da Educação do Paraná (SEED-PR) em 21/10, com base em parecer técnico que atestava violação à privacidade e ao estatuto escolar, enquanto o Ministério da Justiça e a Polícia Civil continuam apurando os motivos do investimento indevido no monitoramento não autorizado.
A câmera foi identificada após três anos de operação oculta no banheiro feminino do Colégio Cívico-Militar Etico Verissimo em Cambé.
Repercussão Legal e Medidas Corretivas
O secretário de Educação do Paraná, Roni Miranda, classificou a conduta como 'questão óbvia de não colocar câmera dentro do banheiro', determinando ainda a publicação de resolução que proíbe categoricamente a instalação de quaisquer dispositivos de gravação em banheiros ou vestiários escolares.
A direção do colégio afirmou em comunicado que as câmeras tinham como finalidade exclusiva monitorar acessos às portas dos banheiros, sem captar o interior dos espaços, e que não havia armazenamento de imagens relacionadas ao episódio; a apuração dos fatos seguirá sob coordenação dos órgãos competentes, com garantia de proteção à intimidade dos estudantes.



