Em um cenário político marcado pela transição geracional e pela busca por continuidade partidária, a candidatura de Rita Zambelli, 76 anos, à Deputada Federal por São Paulo nas eleições de 2026, representou um esforço de resgate familiar após a fuga da ex-deputada Carla Zambelli para a Itália, onde a última se encontra sob condenação judicial e impossibilitada de exercer mandato.
Contexto Familiar e Histórico da Candidatura
A análise apurada revela que Rita Zambelli, mãe da ex-parlamentar Carla Zambelli, foi oficializada como candidata substituta pelo Partido Liberal (PL) após o pedido de afastamento da filha, que se encontra no exterior em decorrência de condenação criminal confirmada pela Justiça brasileira; o pleito ocorreu em uma das legendas mais disputadas do país, com a legenda do PL-SP consolidando sua base eleitoral em São Paulo.
O episódio insere-se em um padrão histórico de dinâmicas familiares na política brasileira, já que Rita Zambelli, aos 76 anos, havia disputado previamente uma candidatura à vereadora em Mairiporã (SP) em 2004, ocasião em que não obteve êxito e permaneceu como suplente, evidenciando uma trajetória de persistência política sem vitória eleitoral até o pleito de 2026.
Rita Zambelli somou 22.720 votos na eleição para Deputada Federal por São Paulo em 2026, insuficientes para garantir a suplência parlamentar.
Repercussão Política e Desdobramentos do Caso
A decisão do PL de substituir Carla Zambelli por sua mãe gerou debate sobre os limites éticos da herança política e a viabilidade de candidaturas avançadas em idades avançadas, com especialistas apontando para a necessidade de reavaliação dos critérios de elegibilidade e preparo para cargos de alta responsabilidade.
O caso deve motivar ajustes nos protocolos internos do partido quanto à seleção de candidatos substitutos e pode servir de referência para futuras estratégias familiares na política partidária, especialmente em contextos onde a continuidade da sigla é prioridade frente à ausência do titular original.



