O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se enfrentam daqui a pouco no último debate das eleições.
Lula preparou estratégias de postura e conteúdo, recorreu até às artes marciais e cuida da voz, que quase perdeu nos últimos dias. Quer misturar a defesa do legado com promessas de mudança para um quarto mandato.
Flávio, depois de afastar radicais como Pablo Marçal, treinou uma postura mais presidenciável. Quer ser mais propositivo e menos irônico. Vai explorar o custo de vida e a segurança pública.
É obvio que cada um vai explorar os escândalos do outro. O circo criado em torno dos sigilos também deve aparecer em tom de denúncia. O que também está óbvio, é que nem Lula, nem Flávio Bolsonaro vão ser capazes de salvar a pior campanha que tivemos em 40 anos. Sem virtudes, propostas ou civilidade.
A ciência política não trata os debates como definidores de uma eleição. Nem atribui a eles, isoladamente, o poder de mudar o curso dos votos. Mas há exceções, como a que vivemos agora no Brasil, em que numa disputa tão acirrada, qualquer sinal mais assertivo, ou um erro grave, pode ser o desempate.



