O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou em transmissão ao vivo no Instagram que decidiu deixar o Brasil após receber a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para entregar seus passaportes e não sair do país. A decisão foi tomada na segunda-feira (26/10), durante visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Ao sair da residência, o parlamentar foi informado de que agentes da Polícia Federal aguardavam para comunicar a ordem judicial.
Flávio relatou que conversou com o pai e com a esposa, Fernanda Bolsonaro, antes de decidir viajar com ela e as duas filhas. A saída ocorreu na terça-feira (27/10), por Foz do Iguaçu (PR), com embarque em Puerto Iguazú, na Argentina. Após escala em Guayaquil, no Equador, chegou a Miami na quarta-feira (28/10), utilizando passaporte diplomático brasileiro cancelado pelo STF e também possuidor de passaporte italiano.
A Polícia Federal informou que não encontrou registro de saída de Flávio pelos postos brasileiros de controle migratório e apura as circunstâncias do descumprimento da decisão judicial. A corporação esclareceu que a proibição de viajar não caracteriza, por si só, a condição de foragido. A ordem de Moraes foi motivada por pedido da PF diante de indícios de que o senador poderia deixar o país.
Flávio é investigado na Petição nº 16.877, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo o advogado Willer Tomaz e negócios relacionados a plataformas de apostas. Willer também é alvo da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em descontos de benefícios do INSS. Outra investigação apura o financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória política de Bolsonaro.
